O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste domingo (22), a ampliação de unidades de conservação no Pantanal, em Mato Grosso, e a criação de uma nova área protegida no Cerrado, em Minas Gerais.
Ao todo, mais de 148 mil hectares passam a integrar o sistema de proteção ambiental federal.
Ampliação de unidades de conservação no Pantanal

No Pantanal, foram ampliadas áreas do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica do Taiamã. Juntas, as duas unidades somam mais de 104 mil hectares incorporados. A estação ecológica passa de 11,5 mil para 68,5 mil hectares, enquanto o parque nacional aumenta de 135,9 mil para 183,1 mil hectares.
Com a mudança, a proporção de áreas protegidas no Pantanal sobe de 4,7% para 5,4%. O bioma é considerado estratégico por concentrar áreas alagadas que funcionam como habitat para espécies residentes e migratórias.
As unidades ampliadas são classificadas como de proteção integral, com restrições de uso voltadas à preservação ambiental. A região abriga espécies como onça-pintada, ariranha, cervo-do-pantanal e tatu-canastra.

Além da ampliação no Pantanal, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, com cerca de 40,8 mil hectares. A área abrange municípios do norte de Minas Gerais e inclui regiões de nascentes e territórios ocupados por comunidades tradicionais.
Esse tipo de unidade permite o uso sustentável dos recursos naturais e prevê a permanência das populações locais. A nova reserva também se conecta a outras áreas já protegidas no Cerrado, formando um conjunto contínuo de conservação.
As mudanças ocorrem em meio a debates sobre ampliação de áreas protegidas e preservação de biomas como o Pantanal e o Cerrado, que enfrentam pressão de atividades econômicas, desmatamento e queimadas.







