A primeira onda de frio de 2026 já atua no Brasil e deve provocar a queda de temperatura mais intensa do ano até agora.
Até o dia 13 de maio, uma forte massa de ar polar avança pelo país e atinge principalmente o centro-sul, com impactos em diversas regiões.
Os estados mais afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e parte do Amazonas.
De acordo com meteorologistas, o fenômeno também marca a primeira friagem do ano na Região Norte, atingindo estados como Acre, Rondônia e Amazonas.

Temperaturas negativas, geada e chance de neve
O frio será mais intenso na Região Sul, onde os termômetros podem ficar abaixo de 0°C. Há previsão de geada ampla, com possibilidade de forte intensidade, especialmente nas madrugadas.
Em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, as mínimas devem variar entre 0°C e 5°C. Já em estados como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro, as temperaturas podem ficar entre 10°C e 15°C.
Por que essa onda de frio será tão intensa?
A intensidade do frio está relacionada à origem e ao trajeto da massa de ar polar. Neste episódio, o sistema tem características continentais, ou seja, avança pelo interior da América do Sul, passando pela Argentina e pelo Paraguai antes de chegar ao Brasil.
Esse tipo de massa de ar frio consegue penetrar com mais força no território brasileiro e atingir áreas mais amplas, provocando temperaturas mais baixas e persistentes. Além disso, aumenta o potencial para formação de geada no Sul e até em partes do Sudeste e Centro-Oeste.
Estados da Região Norte, como Rondônia e Acre, também podem ter marcas históricas de frio durante a atuação da massa polar.
A tendência é de que o frio comece a diminuir a partir de quarta-feira (13), quando a massa de ar polar se desloca para o oceano. Com isso, as temperaturas devem subir rapidamente, principalmente durante as tardes.
Até lá, a recomendação é de atenção redobrada, especialmente em áreas rurais, por causa do risco de geada, que pode causar prejuízos à agricultura.








