O país concluiu em dezembro de 2025 a eliminação do mercúrio na fabricação de cloro e soda cáustica, cumprindo compromissos da Convenção de Minamata e a legislação ambiental nacional.
Desde janeiro de 2026, os produtos já são produzidos sem o metal, utilizado historicamente em células eletrolíticas por algumas fábricas brasileiras.
Eliminação do mercúrio na fabricação de cloro

As três unidades industriais que ainda dependiam do mercúrio desligaram as últimas células que empregavam o metal no fim do ano passado.
Nos últimos três anos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acompanhou o processo, exigindo informações sobre importações e realizando vistorias técnicas para garantir a eliminação completa do mercúrio.
Em maio de 2025, foram publicadas diretrizes específicas para o descomissionamento das unidades e a destinação segura do mercúrio armazenado. O setor já vinha modernizando suas tecnologias, migrando gradualmente para métodos mais sustentáveis.

A indústria cloro-álcalis, responsável pela produção de cloro, soda cáustica e hidrogênio, utiliza a eletrólise da salmoura como base do processo. Historicamente, o setor operou com células de mercúrio, diafragma e, mais recentemente, membrana, que é atualmente considerada a tecnologia mais eficiente e ambientalmente segura.
O descomissionamento das unidades com mercúrio incluiu a remoção e inertização do metal, descontaminação completa das instalações e tratamento adequado de resíduos e efluentes, sob supervisão do Ibama e órgãos ambientais licenciadores.
Com a substituição por células de membrana, a produção se torna mais segura e sustentável, gerando menos resíduos perigosos, reduzindo o consumo de energia e minimizando a exposição de trabalhadores a substâncias nocivas, promovendo ganhos simultâneos em eficiência industrial, ambiental e ocupacional.







