O Governo começou a pagar R$ 18 milhões a 2.421 agricultores que preservam a Amazônia Legal que participam do Programa Floresta+ Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Os recursos fazem parte do edital PSA 02/2024 e variam entre R$ 1.500 e R$ 28 mil por beneficiário, reconhecendo o trabalho de famílias que mantêm a floresta nativa preservada em suas propriedades.
Agricultores que preservam a Amazônia

Segundo Roberta Cantinho, diretora de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, o programa amplia a política pública de conservação, alcançando diretamente os produtores que preservam a floresta.
Os beneficiários preservam, juntos, mais de 90 mil hectares de floresta nativa em oito estados da Amazônia Legal. Cerca de 43% dos contemplados são mulheres, responsáveis por conservar quase 40 mil hectares. Este é o primeiro lote de 2026, após o edital já ter destinado mais de R$ 30 milhões e preservado mais de 150 mil hectares.
Os pagamentos são feitos pelo Banco da Amazônia (Basa) diretamente na conta informada pelo agricultor, com aviso via WhatsApp ou e-mail.
O recurso pode ser utilizado livremente, e muitos produtores investem na própria propriedade, comprando cercas, sementes, ferramentas e animais para diversificar a produção.
Além de melhorar a renda, o incentivo ajuda a proteger nascentes, igarapés e áreas de floresta. É o caso de Maria Pimentel Cruz, de São Gabriel da Cachoeira (AM), que planeja usar o valor recebido para reformar a casa no sítio e conservar um igarapé na propriedade.
Importância da Amazônia

A Amazônia desempenha papel crucial no equilíbrio climático global, atuando como um dos maiores sumidouros de carbono do planeta e influenciando padrões de chuva em todo o continente.
Além disso, a região abriga enorme biodiversidade, com milhares de espécies de plantas, animais e microrganismos, muitas ainda desconhecidas da ciência, e é fundamental para a sobrevivência de comunidades tradicionais que dependem diretamente da floresta.
A preservação dessas áreas é, portanto, essencial não apenas para o meio ambiente, mas também para a economia, a segurança hídrica e a qualidade de vida de milhões de pessoas.







