As condições meteorológicas previstas para os próximos dias acendem um alerta para as lavouras de trigo da Região Sul do país.
Com a semeadura concluída nos principais estados produtores, o excesso de umidade e a previsão de chuvas volumosas podem favorecer o avanço de doenças e dificultar os tratos culturais, especialmente nas áreas em estágios mais sensíveis de desenvolvimento.
Chuvas nas lavouras de trigo

No Rio Grande do Sul, a maior parte das lavouras permanece em desenvolvimento vegetativo, enquanto as áreas mais adiantadas iniciam a fase de floração. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a combinação entre alta umidade e temperaturas elevadas já tem favorecido a ocorrência de doenças foliares no estado.
No Paraná, a alternância entre períodos de chuva e dias de maior insolação tem contribuído para o desenvolvimento da cultura, principalmente nas lavouras que estão em floração e enchimento de grãos. Em Santa Catarina, a semeadura foi finalizada e, de forma geral, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário, embora já sejam observadas manchas foliares em áreas que ainda se encontram em desenvolvimento vegetativo.
Além do aumento da umidade, há previsão de episódios de chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de granizo, o que pode causar danos localizados às plantas nas áreas mais afetadas pelos temporais.
Previsão para maiores volumes de chuva

A previsão para os próximos sete dias aponta que os maiores volumes de chuva do país devem se concentrar na Região Sul. Em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os acumulados podem superar 150 milímetros, especialmente no nordeste e extremo sul gaúcho e no sul catarinense.
O armazenamento de água no solo também deve permanecer elevado na maior parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com índices superiores a 90%, segundo dados do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO). No Paraná, a umidade tende a variar mais entre as regiões, com melhores condições no centro-sul e menor disponibilidade de água no norte e noroeste do estado.
Na avaliação agrometeorológica, a combinação entre solo úmido e chuvas frequentes pode prolongar as condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças, além de reduzir as janelas para a realização de aplicações e outros manejos fitossanitários. O cenário exige monitoramento constante das lavouras, sobretudo no Rio Grande do Sul, onde já há registro de doenças foliares, e em Santa Catarina, onde também foram identificadas manchas foliares em áreas de desenvolvimento vegetativo.







