O setor pecuário brasileiro iniciou 2026 com resultados expressivos em diferentes segmentos. Dados do primeiro trimestre mostram recordes no abate de bovinos e suínos para o período, além do maior volume já registrado de aquisição de leite cru para os três primeiros meses do ano.
O abate de bovinos alcançou 10,29 milhões de cabeças entre janeiro e março, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Abate de bovinos

Apesar do avanço na comparação anual, o resultado ficou 6,9% abaixo do observado no último trimestre do ano passado. Trata-se do maior número para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.
A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mato Grosso manteve a liderança nacional no abate de bovinos, respondendo por 17,5% do total, seguido por São Paulo, Goiás e Pará.
No segmento de suínos, foram abatidas 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, aumento de 5,5% frente aos três primeiros meses de 2025. Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve leve recuo de 0,1%. O resultado também representa um recorde para o período.
Santa Catarina permaneceu como o principal estado produtor, concentrando 28,1% dos abates nacionais, à frente do Paraná e do Rio Grande do Sul. O peso acumulado das carcaças suínas atingiu 1,43 milhão de toneladas, com alta de 6,9% na comparação anual.

O abate de frangos totalizou 1,71 bilhão de cabeças, crescimento de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação com os últimos três meses do ano passado, houve queda de 0,5%. Ainda assim, o resultado foi o segundo maior já registrado para um trimestre, ficando atrás apenas do recorde observado no período anterior.
A captação de leite cru também apresentou desempenho positivo. Foram adquiridos 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre, volume 2,6% superior ao registrado um ano antes. Apesar da redução de 8% frente ao trimestre anterior, o resultado representa o maior já alcançado para um primeiro trimestre.
Já a aquisição de couro pelos curtumes somou 10,75 milhões de peças, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período de 2025 e registrando retração de 3,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
A produção de ovos de galinha alcançou 1,21 bilhão de dúzias nos três primeiros meses de 2026. O volume foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, embora tenha ficado 3,5% abaixo do resultado obtido no último trimestre de 2025.







