O Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru (ILC), elaborado pela Assessoria Econômica da Farsul, registrou deflação de 0,72% no período, resultado atribuído principalmente à queda nos preços dos combustíveis e dos fertilizantes.
Segundo o levantamento, o cenário foi favorecido pela maior estabilidade do câmbio e pela diminuição das pressões causadas pelo conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. Com isso, alguns dos principais insumos utilizados na atividade tiveram custos menores ao longo do mês.
Custos da produção de leite

No segmento de grãos, o comportamento foi misto. Enquanto o milho apresentou leve valorização de 0,2%, a soja registrou queda de 2,8%, movimento que contribuiu para aliviar parte das despesas da produção.
Apesar da redução no índice geral, alguns itens continuaram pressionando os custos. A energia elétrica teve alta de 6,2%, influenciada por mudanças nas faixas de consumo e pelo aumento das bandeiras tarifárias. Já o sal mineral ficou 2,4% mais caro devido a problemas logísticos no Marrocos, que elevaram o preço do ácido fosfórico.
No acumulado de 2026, o ILC registra inflação de 0,33%, indicando uma retomada gradual das pressões sobre os custos após um período de deflação.

Já na comparação com os últimos 12 meses, o índice acumula queda de 0,8%, refletindo principalmente a redução nos preços da silagem, que caiu 9,2%, e do concentrado, com recuo de 6,9%.
Mesmo com o alívio em parte dos custos, o cenário econômico segue desafiador para os produtores. De acordo com o relatório, o preço pago pelo leite ao produtor caiu cerca de 9%, enquanto o IPCA de Leite e Derivados acumula alta de 3,3%. Esse descompasso reduz a rentabilidade da atividade e piora as condições de troca para quem produz leite.







