A colheita do algodão da safra 2025/26 começou em algumas das principais regiões produtoras do Brasil, mas ainda de forma limitada.
A maior parte das lavouras segue em fase de maturação, reflexo das diferentes datas de plantio e das condições climáticas registradas ao longo do ciclo da cultura.
Colheita do algodão da safra 2025/26

Para acompanhar esse desenvolvimento, técnicos utilizam a soma térmica acumulada, conhecida como graus-dia (GD), um indicador que mede a quantidade de calor necessária para que a planta avance entre as fases de crescimento.
Com base em simulações realizadas pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), foram analisadas áreas de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, e Sapezal, em Mato Grosso.
No município baiano, foi considerada a semeadura em 15 de janeiro de 2026, enquanto em Sapezal a referência foi o plantio em 22 de janeiro, conforme estimativa baseada nos dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Até o dia 6 de julho de 2026, o sistema registrou acúmulo de 1.584,1 graus-dia em Luís Eduardo Magalhães e de 1.435,2 graus-dia em Sapezal. Apesar de nenhuma das áreas ter alcançado o índice de referência para a colheita, os estágios de desenvolvimento são distintos.
Na Bahia, as lavouras já se encontram na fase de maturação das maçãs e início da abertura dos capulhos. Mantidas as condições climáticas atuais, a expectativa é que a cultura atinja o ponto ideal para a colheita em cerca de duas semanas.
Em Sapezal, por outro lado, as plantas ainda estão na etapa final do enchimento das maçãs, iniciando a transição para a maturação. A previsão é de que a soma térmica necessária para a colheita seja alcançada entre quatro e cinco semanas.
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As diferenças entre as regiões também foram observadas no comportamento das chuvas. Em Sapezal, o volume acumulado durante o ciclo chegou a aproximadamente 747 milímetros, sendo 49,6 milímetros registrados nos últimos 30 dias. Já em Luís Eduardo Magalhães, o acumulado foi de 235 milímetros, com apenas 0,8 milímetro no último mês, cenário que favorece a maturação das plantas e a abertura dos capulhos.
As temperaturas permaneceram dentro da faixa considerada adequada para o desenvolvimento do algodoeiro nas duas localidades. As médias variaram entre 23 °C e 24 °C, enquanto as temperaturas máximas ficaram próximas de 30 °C ao longo do ciclo.







