Uma nova onda de calor deve atingir áreas do Brasil entre sábado (15) e quinta-feira (20) de agosto de 2026, com temperaturas que podem chegar a 42°C.
Segundo a Climatempo, o fenômeno será provocado pelo fortalecimento de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o interior do Sudeste e do Centro-Oeste, dificultando a entrada de massas de ar frio no país.
Esta é considerada a terceira onda de calor de 2026. O sistema deve provocar vários dias de sol forte, temperaturas acima da média e redução da umidade do ar em diferentes áreas do território nacional.
Embora a onda de calor esteja concentrada principalmente em partes das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, outras áreas do país também devem enfrentar períodos de calor intenso.
Temperaturas podem chegar a 42°C
As temperaturas mais elevadas estão previstas para áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, onde os termômetros podem marcar entre 40°C e 42°C durante o período.
Em outras áreas do país, as máximas também devem ficar bastante elevadas. No norte e oeste de São Paulo, Triângulo Mineiro, noroeste de Minas Gerais, oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, sul do Pará e Rondônia, as temperaturas podem variar entre 37°C e 39°C.
No Sul, o calor será mais intenso no norte e oeste do Paraná, com máximas entre 35°C e 37°C. Já no oeste de Santa Catarina e no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul, os termômetros podem chegar a 32°C a 34°C entre os dias 15 e 18.
A partir do dia 20, a chegada de uma nova massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo e sul de Mato Grosso.
No restante do país, a duração e a intensidade do calor devem variar conforme a atuação dos sistemas atmosféricos em cada região.

Alta pressão provoca bloqueio atmosférico
A onda de calor está relacionada à intensificação de uma área de alta pressão atmosférica sobre o interior do país. O sistema funciona como um bloqueio, dificultando o avanço do ar frio de origem polar.
A alta pressão também provoca a chamada subsidência do ar, movimento em que o ar desce das camadas superiores da atmosfera. Esse processo reduz a formação de nuvens e favorece períodos prolongados de sol.
Além de contribuir para a elevação das temperaturas, a subsidência também deixa o ar mais seco. Com menos nebulosidade e maior incidência de radiação solar, o aquecimento próximo à superfície se intensifica.
Capitais podem registrar novos recordes de calor
O calor intenso também pode provocar novos recordes de temperatura em algumas capitais brasileiras.
Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina estão entre as cidades que podem registrar as maiores temperaturas do ano durante o período.
Entre os recordes atuais estão 40,2°C em Cuiabá, 36,9°C em Goiânia, 32°C em Brasília, 34,2°C em Campo Grande, 39,4°C em Palmas, 37,3°C em Porto Velho e 38,1°C em Teresina.
Além das altas temperaturas, a onda de calor deve aumentar a preocupação com a baixa umidade do ar.
Em áreas do interior do Sudeste, Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, sul do Pará e Rondônia, os índices podem ficar entre 21% e 30%.
As menores taxas, entre 12% e 20%, são esperadas em áreas do norte e oeste de São Paulo, oeste de Minas Gerais, Distrito Federal, estados do Centro-Oeste e Tocantins.








