O preço do feijão manteve o movimento de alta na última semana, com valorização mais acentuada para o feijão-preto. A combinação entre oferta mais limitada e maior presença de compradores sustentou os preços.
No feijão-carioca, as cotações também subiram, mas a resistência dos compradores aos valores mais elevados reduziu o ritmo das negociações, segundo o Indicador Cepea/CNA.
Preço do feijão

Entre os lotes de feijão-carioca de melhor qualidade, com peneira 12 e nota 9 ou superior, os preços avançaram em diferentes regiões produtoras. No Centro/Noroeste de Goiás, a alta chegou a 7,06% entre 17 e 24 de setembro. Em Sorriso (MT), o aumento foi de 5,46%, enquanto em Barreiras (BA) ficou em 1,30%.
Considerando setembro até o dia 24, a média dos preços do carioca de melhor qualidade acumulou alta de 10,05% em relação a agosto. A elevação, porém, fez os compradores adotarem uma postura mais cautelosa, priorizando a aquisição de lotes específicos. Com a disponibilidade ainda restrita, os preços podem continuar firmes no curto prazo, mas a menor disposição de compra pode dificultar novos avanços.
Nos lotes de feijão-carioca de qualidade intermediária, classificados com notas 8,0 e 8,5, também houve valorização. Sorriso registrou alta de 7,17%, enquanto Itapeva e a região de São José do Rio Preto/Ribeirão Preto tiveram aumentos próximos de 7%. No Leste Goiano, o avanço foi mais limitado, de 0,37%, diante da menor absorção do produto pelo mercado.
Até 24 de setembro, a cotação média do feijão-carioca intermediário estava 10,78% acima da média registrada em agosto. Para os próximos períodos, o mercado acompanha principalmente os volumes ainda disponíveis da terceira safra cultivada no Cerrado, que terão influência sobre a oferta no curto prazo.

No caso do feijão-preto tipo 1, as altas foram ainda mais expressivas. Na Metade Sul do Paraná, os preços subiram 6,70% no período analisado. Nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, os aumentos ultrapassaram 10%, chegando a 13,15% em Itapeva (SP). Com isso, a média de setembro, até o dia 24, ficou 8,24% acima da registrada em agosto.
No campo, as atenções já estão voltadas para a primeira safra de 2026/27. No Paraná, a área prevista é de 88,3 mil hectares, 13,6% menor que a do ciclo anterior. A produção estimada também recuou, com previsão de 177,7 mil toneladas, queda de 7,6%.
O plantio paranaense também apresenta atraso. Até 21 de setembro, apenas 18% da área prevista havia sido semeada, contra 28% no mesmo período de 2025. Além da redução da área e do calendário mais atrasado, o mercado acompanha os efeitos das chuvas sobre as lavouras do Sudoeste Paulista. No curto prazo, a oferta mais apertada tende a manter os preços sustentados, enquanto a cautela dos compradores pode frear novas altas.







