Levantamento divulgado nesta quarta-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento aponta redução nos preços da maioria das frutas mais comercializadas nos principais entrepostos atacadistas do país.
Dados do segundo boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) mostram que quatro das cinco frutas com maior volume de vendas tiveram queda nas cotações em janeiro na comparação com dezembro.
Redução nos preços das frutas

Entre os destaques está a melancia, que apresentou o maior recuo no período, com diminuição próxima de 30% na média ponderada. Mesmo com oferta mais restrita em algumas regiões produtoras, como São Paulo, Goiás e parte da Bahia, a menor procura, especialmente na Ceasa do Rio de Janeiro, contribuiu para pressionar os preços para baixo.
O mamão também ficou mais barato, com retração superior a 11%. O aumento da disponibilidade, impulsionado principalmente pela variedade papaya do norte do Espírito Santo e pela formosa cultivada no sul da Bahia, favoreceu o movimento de queda.
No caso da banana, a redução foi de quase 9%, influenciada pela maior presença da variedade nanica nos mercados. As condições climáticas, com temperaturas elevadas e chuvas regulares, favoreceram o desenvolvimento dos cachos e ampliaram a oferta.
Já a laranja apresentou leve recuo médio, com destaque para as quedas registradas nos entrepostos de Campinas e Goiânia, reflexo da maior oferta regional.
Entre as hortaliças, batata e cebola seguiram a mesma tendência de baixa. A batata teve redução superior a 11%, impulsionada pelo avanço da safra das águas, que elevou o volume disponível e ajudou a manter as cotações em níveis mais baixos. A cebola, por sua vez, apresentou retração semelhante, movimento considerado atípico para o período e relacionado ao aumento expressivo da oferta catarinense.
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Altas pontuais pressionam parte do setor

Na direção oposta, alguns produtos registraram encarecimento em janeiro. A alface liderou as altas, com avanço acima de 36%. As chuvas nas áreas produtoras dificultaram a colheita, provocaram perdas e reduziram a qualidade da folhosa, além de comprometer novos plantios.
A cenoura também teve valorização, com aumento superior a 8%, associado à redução da oferta. Apesar disso, os preços permanecem abaixo dos níveis observados no mesmo mês do ano passado.
O tomate registrou elevação próxima de 9,5%, reflexo da diminuição de áreas com frutos prontos para colheita, o que limitou o volume comercializado.
A maçã fechou o mês com alta em torno de 7,7%. A menor disponibilidade nos mercados está relacionada ao encerramento de estoques armazenados no Sul do país, à redução da oferta paranaense da variedade eva e ao fim do pico produtivo paulista. A procura mais moderada evitou reajustes ainda maiores.
Exportações
No mercado externo, o volume de frutas exportadas em janeiro de 2026 somou 98,44 milhões de toneladas, resultado 12% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Apesar da retração na quantidade embarcada, a receita alcançou US$ 112 milhões (FOB), crescimento de 4,4%, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.







