O governo brasileiro criticou a decisão da União Europeia de suspender a entrada de carnes do país no mercado do bloco.
Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira (3), os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura afirmaram que o Brasil poderá recorrer a medidas previstas nas regras comerciais para buscar condições consideradas equilibradas.
Suspensão da entrada de carnes na UE

Segundo os ministérios, os produtos atingidos pela restrição estão entre aqueles contemplados pelo acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor em maio deste ano. Para o governo brasileiro, a suspensão das compras reduz os benefícios comerciais que haviam sido estabelecidos pelo acordo.
A medida europeia começou a valer nesta quinta-feira (3) e tem como justificativa o cumprimento das regras do bloco para o uso de antimicrobianos na produção pecuária.
Os medicamentos são utilizados no tratamento de infecções em animais, mas a União Europeia não autoriza determinadas substâncias como promotoras de crescimento e também restringe o uso de antimicrobianos considerados de importância para a medicina humana.

Na nota, o governo brasileiro afirmou ainda que “se reserva o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis” para garantir condições equilibradas de comércio, incluindo a adoção de medidas de reciprocidade.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) também se manifestou sobre a decisão. A entidade disse estar preocupada com a suspensão e afirmou que ofereceu suporte técnico ao governo brasileiro durante as discussões, além de destacar que, segundo a associação, as garantias solicitadas foram apresentadas.







