O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 610,3 bilhões para o financiamento da agropecuária brasileira entre julho de 2026 e junho de 2027.
O valor é 2,6% superior ao volume programado no ciclo anterior, de acordo com os dados divulgados pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Plano Safra 2026/27

Do total previsto, R$ 85,2 bilhões serão destinados à agricultura familiar, aumento de 9% em relação à safra anterior. Para a agricultura empresarial, estão previstos R$ 525,1 bilhões, alta de 1,7%.
As condições de financiamento variam conforme o perfil do produtor e a finalidade do crédito. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as taxas para custeio ficam entre 1% e 7,5% ao ano, enquanto as operações de investimento têm juros de 0,5% a 7,5% ao ano.
Para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a taxa nominal para custeio é de 9% ao ano. Esse percentual pode ser reduzido em até um ponto percentual quando o produtor atende aos critérios de sustentabilidade previstos nas linhas de crédito. Para investimentos, a taxa também fica em 9% ao ano.
Já os demais produtores, com renda bruta anual superior a R$ 3,5 milhões, terão taxa de 12,5% ao ano nas operações de custeio. Nos financiamentos para investimento, os juros variam de 8% a 13%, dependendo da linha e da finalidade do crédito.
Quem pode acessar cada programa
O enquadramento nas linhas de crédito depende da renda e de outras características da atividade rural.
No Pronamp, podem ser enquadrados produtores que tenham renda bruta anual de até R$ 3,5 milhões e que obtenham pelo menos 80% desse valor de atividades agropecuárias. O produtor também precisa explorar a terra como proprietário, posseiro, arrendatário ou parceiro.
No Pronaf, o limite de renda bruta familiar anual é de R$ 500 mil. Também é necessário ter o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF-Pronaf) válido e cumprir outros requisitos, como explorar a propriedade com predominância de mão de obra familiar e não possuir área superior a quatro módulos fiscais, salvo as exceções previstas nas regras do programa.
O agricultor familiar ainda precisa obter pelo menos 50% da renda bruta familiar a partir da exploração do estabelecimento. Há regras específicas para atividades como leite, café, frutas e hortaliças.
O Pronaf também contempla algumas categorias específicas, como pescadores artesanais, aquicultores e silvicultores, desde que atendidos os critérios estabelecidos para cada atividade.
Recursos para outros programas

Além dos R$ 610,3 bilhões destinados ao crédito rural, o Plano Safra 2026/27 prevê R$ 12,1 bilhões para programas relacionados à agricultura familiar.
Desse montante, R$ 6,6 bilhões estão previstos para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), R$ 3,6 bilhões para compras públicas e R$ 1,1 bilhão para o Garantia-Safra.
Também estão previstos R$ 749 milhões para serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e R$ 20 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).
Os recursos para ATER, especificamente, aumentaram em relação ao ciclo anterior, quando foram previstos R$ 240 milhões. Na safra 2026/27, o orçamento destinado ao serviço passou para R$ 749 milhões.







