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CNA pede investigação sobre azeites de oliva que chegam ao Brasil

Entidade quer verificar se produtos, especialmente os vendidos como extravirgens, atendem aos padrões previstos na legislação brasileira.

Por Arieny Alves
Publicado em 03/09/2026 às 14:35
CNA pede investigação sobre azeites de oliva que chegam ao Brasil

Foto: Envato

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que investigue a qualidade e a classificação dos azeites de oliva importados e vendidos no país.

A entidade quer verificar se os produtos comercializados, principalmente os identificados como extravirgens, correspondem às características declaradas durante a importação.

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Azeites de oliva importados

Azeite
Foto: Envato

O pedido foi encaminhado ao ministro da Agricultura, André de Paula, em ofício assinado pelo presidente da CNA, João Martins, na terça-feira (1º). Segundo a confederação, a fiscalização deve avaliar se os azeites atendem aos padrões de identidade, qualidade e classificação previstos na legislação brasileira.

A preocupação está relacionada a possíveis diferenças entre a categoria informada na entrada dos produtos no país e as características verificadas posteriormente no mercado. Para a CNA, caso sejam identificadas irregularidades, a situação pode afetar tanto o consumidor quanto a concorrência dentro da cadeia produtiva.

A entidade também aponta que uma classificação inadequada pode gerar diferenças nas condições de comercialização e até reflexos tributários nas operações de importação. O argumento é que produtos enquadrados de forma incorreta poderiam chegar ao mercado em condições mais vantajosas do que aquelas aplicadas aos produtos que cumprem os requisitos previstos para cada categoria.

No documento, a CNA defende que a apuração é necessária para garantir condições de competição entre os azeites importados e os produzidos no Brasil. O setor nacional tem ampliado investimentos em tecnologia, processamento e melhoria da qualidade para ganhar espaço no mercado.

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Azeite de olívia
Entre 2013 e 2020, o Brasil importou uma média de 74 mil toneladas. Foto: Envato

A confederação solicitou ao Mapa a realização das análises consideradas necessárias para verificar a identidade, a qualidade e a classificação dos produtos. Se forem encontradas irregularidades, a entidade pede que sejam adotadas as medidas previstas na legislação e, quando necessário, que os casos sejam encaminhados aos órgãos responsáveis por possíveis infrações tributárias ou aduaneiras.

A fiscalização, segundo a CNA, também é importante para evitar que informações incorretas sobre a categoria dos azeites cheguem ao consumidor e para preservar condições de concorrência entre produtores nacionais e importadores.

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Tags: azeite de olivaCNAextravirgensinvestigação

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