As exportações brasileiras somaram US$ 14,25 bilhões até a segunda semana de setembro de 2026, alta de 28,5% em relação ao mesmo período de setembro do ano passado.
As importações também cresceram, mas em ritmo menor, de 9,5%, chegando a US$ 10,89 bilhões. Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 3,36 bilhões, avanço de 193,8% na comparação anual.
Exportações brasileiras em setembro

No comércio exterior como um todo, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 25,14 bilhões no período, crescimento de 19,5%.
Entre os setores exportadores, a indústria extrativa apresentou a maior expansão, com alta de 70,5% e vendas de US$ 4,19 bilhões. A indústria de transformação também avançou, 17%, para US$ 7,14 bilhões. Já a agropecuária registrou crescimento de 16,5%, alcançando US$ 2,83 bilhões.
No campo, alguns produtos tiveram forte aumento nas vendas externas. As exportações de café não torrado cresceram 35%, enquanto as de soja avançaram 19,2%. O grupo formado por centeio, aveia e outros cereais não moídos apresentou alta expressiva no período, embora parta de uma base que não é informada nos dados.
Também contribuíram para o resultado produtos ligados à indústria de transformação, como farelos de soja e outros alimentos para animais, cujas exportações cresceram 90,7%, e celulose, com aumento de 49,6%.
O desempenho, no entanto, não foi uniforme entre as principais commodities. As vendas externas de milho não moído recuaram 3,7%, enquanto a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada teve queda de 23%. Entre os produtos da indústria extrativa, as exportações de minério de ferro diminuíram 4,4%.
Nas importações, a indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com US$ 10,17 bilhões, alta de 9,2%. A agropecuária importou US$ 200 milhões, crescimento de 13,7%, enquanto a indústria extrativa registrou US$ 470 milhões, avanço de 13,5%.

No acumulado de janeiro até a segunda semana de setembro, as exportações brasileiras chegaram a US$ 265,10 bilhões, crescimento de 11,1% ante o mesmo intervalo de 2025. As importações somaram US$ 206,43 bilhões, alta de 5,4%.
Com a diferença entre os dois fluxos, o país acumulou superávit de US$ 58,67 bilhões, resultado 36,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A corrente de comércio atingiu US$ 471,53 bilhões, aumento de 8,5%.
Os números mostram que, até o momento, o comércio exterior brasileiro mantém trajetória de expansão em 2026, com as exportações crescendo em ritmo superior ao das importações e ampliando o saldo positivo da balança comercial.







