As exportações brasileiras chegaram a US$ 16,09 bilhões até a segunda semana de agosto de 2026, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025. As importações também avançaram, com aumento de 16,2%, alcançando US$ 13,05 bilhões.
Com esse resultado, o Brasil registrou superávit de US$ 3,05 bilhões na balança comercial, crescimento de 7% na comparação anual. Já a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, movimentou US$ 29,14 bilhões, alta de 15,1%.
Exportações brasileiras

No acumulado de janeiro até a segunda semana de agosto, as exportações somaram US$ 234,64 bilhões, crescimento de 10,5% sobre o mesmo intervalo de 2025. As importações totalizaram US$ 182,56 bilhões, avanço de 6,1%. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 52,08 bilhões, 29,2% acima do registrado no ano anterior. A corrente de comércio alcançou US$ 417,20 bilhões, aumento de 8,5%.
Entre os setores exportadores, a Agropecuária movimentou US$ 3,49 bilhões no período, alta de 10,4%. A Indústria Extrativa teve crescimento de 27,8%, com US$ 4,36 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 8,8%, chegando a US$ 8,08 bilhões.
Na Agropecuária, contribuíram para o resultado as maiores vendas de animais vivos, com alta de 180,7%, café não torrado, que cresceu 22%, e soja, com aumento de 13,2%. Na Indústria Extrativa, os destaques foram os minérios de cobre e seus concentrados, que avançaram 289,5%, além dos minérios de metais preciosos, com alta de 1.410,8%, e do petróleo bruto, que cresceu 32,3%.
Indústria de transformação

Na Indústria de Transformação, as exportações de carnes de aves aumentaram 48,1%, enquanto os farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 55,8%. Também houve crescimento de 91,5% nas vendas de produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço.
Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram redução nas exportações. Entre eles estão o milho não moído, com queda de 25,6%, o mel natural, que recuou 32,9%, e as sementes oleaginosas, com baixa de 42%. Também houve diminuição nas vendas de minério de ferro, de 9,1%, e de minério de alumínio, de 42,9%. Na indústria, as exportações de carne bovina caíram 19%, enquanto açúcares e melaços recuaram 37,1%.
Do lado das importações, a Agropecuária apresentou queda de 5,3%, com compras de US$ 200 milhões. A Indústria Extrativa recuou 13,5%, para US$ 720 milhões. Em sentido contrário, a Indústria de Transformação cresceu 19%, movimentando US$ 12,05 bilhões.
Entre os produtos que tiveram aumento nas compras externas estão os produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com alta de 74,4%, e outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça, que avançaram 110,4%. Na Indústria Extrativa, as importações de minério de ferro registraram forte aumento, enquanto, na Indústria de Transformação, as compras de óleos combustíveis cresceram 82,3% e as de medicamentos e produtos farmacêuticos avançaram 56,2%.







