As importações de fertilizantes brasileiras alcançaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024 e estabelecendo um novo recorde histórico.
Os dados constam no Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (26).
Importações de fertilizantes

O aumento reflete maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média das lavouras. Mato Grosso, Paraná e São Paulo se destacaram como os principais consumidores, consolidando o protagonismo desses estados na produção agrícola nacional.
O Porto de Paranaguá (PR) manteve-se como principal ponto de entrada de fertilizantes, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas, próximo ao volume de 2024.
Já os portos do Arco Norte registraram crescimento, passando de 7,5 milhões de toneladas para 8,27 milhões, enquanto o Porto de Santos (SP) apresentou leve queda, de 8,88 milhões para 8,42 milhões de toneladas. No total, os principais portos do país somaram 45,5 milhões de toneladas, 2,68% acima do ano anterior.
No setor de exportações, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, totalizando 172,3 milhões de toneladas em 2025, alta de 6,2% em relação a 2024.
O milho em grãos chegou a 40,9 milhões de toneladas em dezembro, com destaque para o aumento da participação do Porto de Paranaguá, que passou de 3,1% para 12,3% nos embarques, enquanto o Arco Norte e Santos mantiveram fatias relevantes do escoamento. Os estados com maior desempenho foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
A soja em grãos também registrou crescimento, somando 108,1 milhões de toneladas, acima das 98,8 milhões exportadas em 2024.
Mercado de fretes

O cenário de fretes variou regionalmente. Na Bahia e no Maranhão, os preços se mantiveram estáveis, com pequenas quedas em rotas menos demandadas.
No Distrito Federal, houve aumento de 1% a 4%, impulsionado pelos custos do diesel. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja sustentou a estabilidade ou leve valorização, enquanto em Mato Grosso os fretes permaneceram elevados.
No Paraná e em São Paulo, as alterações foram discretas, e no Piauí ocorreu forte retração, com queda média de 9% nos valores.







