A redução dos preços dos alimentos foi um dos principais fatores para a desaceleração da inflação em junho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira.
O índice oficial de inflação do país ficou em 0,16% no mês, abaixo dos 0,58% registrados em maio.
IPCA em junho

No grupo Alimentação e Bebidas, os preços recuaram 0,24%, resultado que representou o maior impacto negativo sobre o IPCA do período. O movimento foi influenciado principalmente pela queda nos preços de produtos importantes da cadeia agropecuária, como café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%).
A alimentação consumida dentro de casa apresentou retração de 0,39% em junho, revertendo a alta de 1,65% observada no mês anterior. Apesar do cenário de queda para diversos alimentos, alguns produtos registraram aumento de preços. O feijão-carioca subiu 8,31%, enquanto a batata-inglesa teve alta de 3,57%.
Já a alimentação fora do domicílio também perdeu força. A variação passou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, refletindo reajustes mais moderados tanto nas refeições quanto nos lanches.

No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 3,36%. Em 12 meses, a inflação soma 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados no período imediatamente anterior.
Embora o grupo Habitação tenha exercido a maior pressão sobre o índice em junho, impulsionado principalmente pelos custos da energia elétrica, o recuo nos preços de alimentos contribuiu para limitar o avanço da inflação no mês, reforçando a influência do comportamento dos produtos agropecuários sobre o custo de vida da população.







