O mercado brasileiro de feijão apresentou movimentos distintos nos últimos dias, refletindo o comportamento da oferta e da demanda para cada variedade.
Enquanto o avanço da colheita da terceira safra irrigada aumentou a disponibilidade de feijão carioca de melhor qualidade e contribuiu para a redução dos preços em parte do país, o feijão preto manteve as cotações firmes devido à oferta mais limitada.
Mercado brasileiro de feijão

No segmento do feijão carioca de maior qualidade (peneira 12 ou nota 9), a chegada de novos lotes ao mercado levou compradores a negociar valores menores em diversas regiões. Entre os dias 2 e 9 de julho, Itapeva (SP) registrou uma das principais quedas, com recuo de 6,48% nas cotações.
Em contrapartida, localidades onde a oferta permanece mais restrita apresentaram valorização. No Sul e Sudoeste de Minas Gerais, os preços avançaram 7,23%, enquanto Belo Horizonte registrou alta de 2,23%. A expectativa é de que o aumento da oferta mantenha o mercado relativamente equilibrado nas próximas semanas, embora os lotes de melhor padrão ainda possam alcançar preços superiores em regiões com menor disponibilidade.
Já o feijão carioca de qualidade intermediária (notas 8 e 8,5) continuou sustentado pelos estoques remanescentes. Ainda assim, em algumas praças, a preferência dos compradores por grãos de melhor qualidade reduziu a procura pelo produto intermediário. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, por exemplo, os preços caíram 6,11%.
Regiões com menor oferta

Por outro lado, regiões com menor oferta registraram valorização. No Paraná, as cotações seguiram em alta, enquanto Sorriso (MT) teve aumento de 6,20%, impulsionado pelo período de entressafra e pela disponibilidade limitada do produto.
O feijão preto, por sua vez, permaneceu valorizado após o encerramento da colheita da segunda safra. A oferta restrita, somada à retenção dos melhores lotes pelos produtores, sustentou os preços em todas as regiões acompanhadas. O destaque foi o Oeste de Santa Catarina, onde houve alta de 3,45%.
As importações de feijão preto da Argentina continuam ocorrendo de forma pontual, mas sem impacto significativo sobre o mercado interno. A expectativa é que a oferta limitada mantenha os preços firmes nas próximas semanas.
No comércio exterior, o Brasil também apresentou desempenho positivo. No primeiro semestre de 2026, o país exportou 149,27 mil toneladas de feijão, o maior volume já registrado para o período. As importações somaram 22,34 mil toneladas, permanecendo em patamar significativamente inferior ao das exportações.







