O setor brasileiro de pescados começa a vislumbrar um cenário mais favorável no comércio exterior após a suspensão das tarifas que chegaram a 50% impostas pelos Estados Unidos em 2025.
A avaliação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, Eduardo Lobo, que aponta impactos significativos durante o período de vigência das sobretaxas.
Setor brasileiro de pescados

Segundo ele, a medida norte-americana reduziu a competitividade dos produtos brasileiros, provocando cancelamento de contratos, queda no ritmo de produção, retração na piscicultura e redução de empregos em diferentes elos da cadeia produtiva.
A mudança no cenário ocorreu após decisão da Corte dos Estados Unidos que suspendeu as tarifas aplicadas ao setor. Mesmo com a possibilidade de manutenção de uma alíquota próxima de 15%, Lobo considera que o Brasil volta a ter condições de disputar espaço no mercado norte-americano.
A entidade afirma que mantém postura otimista, mas adota cautela diante da possibilidade de novas medidas comerciais.
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A expectativa é de que, ao longo de 2026, haja recuperação gradual da atividade, com recomposição da capacidade produtiva e geração estimada de mais de 5 mil postos de trabalho.
A projeção da associação indica que as exportações brasileiras de pescado podem atingir cerca de US$ 600 milhões no mercado global, tendo a tilápia como principal produto destinado aos Estados Unidos.
Para a Abipesca, o momento sinaliza um novo ciclo para a indústria nacional, embora o ambiente internacional ainda imponha incertezas.







