Um filhote de tamanduá-bandeira, espécie ameaçada de extinção no Brasil, retornou ao ambiente natural depois de passar por todo o processo de recuperação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Goiânia.
O animal chegou à unidade ainda muito jovem, após perder a mãe em um atropelamento, situação recorrente nas rodovias brasileiras e uma das principais causas de morte da fauna silvestre.
Filhote de tamanduá-bandeira

Todos os anos, milhares de animais são vítimas de colisões em estradas do país, agravando o cenário de espécies já vulneráveis. Filhotes que ficam órfãos, como no caso do tamanduá resgatado, dificilmente conseguem sobreviver sem apoio técnico especializado.
Ao dar entrada no Cetas, o animal apresentava fratura no úmero esquerdo. A condição demandou intervenção veterinária imediata, acompanhamento clínico contínuo e tratamento ortopédico específico.
O atendimento contou com o suporte da Associação Floresta Cheia, por meio de Acordo de Cooperação Técnica firmado com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, fortalecendo as ações de proteção à fauna em Goiás.
Durante o período de reabilitação, a equipe técnica adotou protocolo compatível com as necessidades da espécie, incluindo alimentação adequada, monitoramento do desenvolvimento físico e estímulos voltados ao comportamento natural.
Manejo

O manejo foi conduzido com mínima interação humana, estratégia essencial para evitar a habituação e preservar os instintos de sobrevivência do animal. A soltura ocorreu somente após o tamanduá atingir a fase adulta, apresentar recuperação clínica completa e demonstrar autonomia para buscar alimento e explorar o ambiente.
A devolução à natureza aconteceu em área previamente cadastrada e considerada ambientalmente adequada, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo órgão ambiental.
Os Centros de Triagem de Animais Silvestres são unidades especializadas vinculadas ao Ibama que recebem animais oriundos de fiscalizações, resgates, entregas voluntárias e apreensões relacionadas ao tráfico.
Além do atendimento veterinário e da reabilitação, os Cetas desempenham papel estratégico na política pública de conservação da biodiversidade. A atuação integrada com instituições parceiras amplia a capacidade de atendimento e qualifica o manejo da fauna silvestre no estado.







