As condições climáticas registradas nas três primeiras semanas de maio trouxeram benefícios para parte das lavouras brasileiras.
De acordo com o mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as chuvas mais frequentes em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul contribuíram para o desenvolvimento de diferentes culturas da safra 2025/26.
Chuvas nas lavouras brasileiras

Os maiores acumulados de chuva foram observados no extremo norte do país, na faixa leste do Nordeste e em parte da Região Sul. Com a reposição da umidade no solo, houve melhora nas condições para o milho segunda safra em estados como Pará e Paraná.
As precipitações também permitiram o avanço da semeadura do feijão e do milho terceira safra em áreas da região conhecida como Sealba, formada por municípios de Sergipe, Alagoas e Bahia.
Em Mato Grosso do Sul, partes de Mato Grosso e São Paulo, a combinação entre chuvas e temperaturas mais amenas ajudou a preservar a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras em campo.
Por outro lado, a falta de chuvas continuou limitando o potencial produtivo em áreas do Centro-Oeste e do Matopiba, especialmente para as lavouras de milho segunda safra implantadas mais tardiamente. A restrição hídrica permanece como um dos principais fatores de preocupação para os produtores dessas regiões.

O monitoramento por imagens de satélite mostra que a maior parte das áreas agrícolas apresenta desempenho considerado satisfatório. Em diversas localidades, os índices de vegetação acompanham ou até superam os níveis observados na safra anterior. Mato Grosso do Sul e Paraná se destacaram pela recuperação desses indicadores, impulsionada pela maior regularidade das chuvas durante o mês.
No caso do trigo, as condições seguem favoráveis no Paraná, onde a redução das temperaturas beneficiou o desenvolvimento das plantas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o cenário também é considerado positivo para a cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, a combinação de calor e baixa disponibilidade de água mantém o alerta para possíveis impactos sobre as lavouras.







