A economia brasileira encerrou maio de 2026 com saldo positivo de 72.960 empregos com carteira assinada, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
O resultado é fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos registrados no período. Entre os setores da economia, a agropecuária respondeu pela criação de 10.205 vagas formais.
Geração de empregos na agropecuária

O desempenho do setor agropecuário foi resultado de 115.263 contratações e 105.058 desligamentos ao longo do mês. Apesar do saldo positivo, o número ficou abaixo do registrado em maio de 2025, quando foram abertas cerca de 18,4 mil vagas, indicando uma desaceleração no ritmo de geração de empregos no campo.
Entre as atividades que mais contribuíram para a abertura de postos de trabalho na agropecuária, o cultivo de café liderou com saldo de 17.674 vagas. Na sequência aparecem o cultivo de laranja, com 2.458 postos, a cana-de-açúcar, com 828, a pimenta-do-reino, com 550, e o mamão, com 460 novas vagas.
Na comparação entre as regiões do país, o cenário do mercado de trabalho no campo foi desigual. Sudeste e Nordeste registraram saldos positivos, com a criação de 19.254 e 724 empregos formais, respectivamente. Já Sul, Centro-Oeste e Norte apresentaram fechamento líquido de vagas, com perdas de 5.030, 3.914 e 829 postos de trabalho.

Considerando todos os setores da economia, os serviços lideraram a geração de empregos em maio, com saldo de 45.655 vagas, seguidos pela construção (12.096), agropecuária (10.205), indústria (4.974) e comércio, que registrou saldo praticamente estável, com apenas 40 novos postos.
Ao fim de maio, o Brasil contabilizava 47,88 milhões de vínculos formais ativos. No acumulado dos últimos 12 meses, o país criou 973,3 mil empregos com carteira assinada, volume inferior ao observado no período imediatamente anterior, quando o saldo havia ultrapassado 1,6 milhão de vagas.







