O faturamento bruto da agropecuária brasileira, medido pelo Valor Bruto da Produção (VBP), deve alcançar R$ 1,42 trilhão em 2026.
A estimativa indica uma retração de 4,4% em relação ao registrado no ano anterior, refletindo principalmente a redução dos preços reais recebidos pelos produtores, mesmo diante de sinais de recuperação em parte das commodities e de aumento na produção em alguns segmentos.
Faturamento bruto da agropecuária brasileira

Conforme a CNA, na agricultura, a projeção é de um faturamento de R$ 917,8 bilhões, com queda de 5,2% frente a 2025. Entre os principais produtos, o café robusta deve apresentar a maior retração, com recuo de 21,2% no VBP, seguido pelo algodão em pluma (-16,6%), milho (-5,7%) e cana-de-açúcar (-4,1%).
No caso do algodão e do milho, a diminuição está associada tanto à queda nos preços quanto à redução na produção. Já para o café robusta e a cana, a expectativa é de aumento na oferta, mas sem compensar a desvalorização.
Por outro lado, algumas culturas apresentam desempenho positivo. O café arábica deve registrar alta de 8,2% no faturamento, impulsionado por um avanço significativo da produção, estimado em 23,3%, apesar da queda nos preços. A soja, principal produto agrícola do país, tende a manter estabilidade, com leve crescimento de 0,1%, sustentado pelo aumento da produção, mesmo com recuo nas cotações.
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Na pecuária, o faturamento estimado é de R$ 498 bilhões, o que representa uma redução de 2,8% em comparação a 2025. A carne bovina é a única exceção, com previsão de crescimento de 7,6% no VBP, mesmo com leve queda na produção. Nos demais segmentos, o cenário é de retração, influenciado por quedas superiores a 10% nos preços.
Entre os produtos pecuários, o leite deve registrar a maior redução, de 18,7%, seguido pela carne suína (-12,7%), carne de frango (-9,8%) e ovos (-6,9%). Apesar do aumento esperado na produção desses itens, o recuo nos preços tende a limitar o faturamento total do setor.







