A agropecuária registrou saldo positivo de 1.452 empregos formais em agosto de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No mês, foram contabilizadas 96,9 mil admissões e 95,5 mil desligamentos no setor.
Geração de empregos formais em agosto
O resultado representa uma melhora em relação a agosto de 2025, quando a agropecuária havia registrado saldo negativo de 2,3 mil vagas. Na comparação entre os dois períodos, o saldo de agosto deste ano ficou 3,8 mil postos acima do observado no ano passado.
Desde 2020, a agropecuária costuma apresentar saldo positivo de empregos formais em agosto. A exceção havia sido 2025. Em 2026, o resultado também ficou 6,4 mil vagas acima da média histórica para o mês.
No conjunto da economia brasileira, foram criados 165.827 empregos formais em agosto, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. O estoque de vínculos celetistas chegou a 48,2 milhões de trabalhadores, alta de 0,34% em relação a julho.
Entre os grandes setores, Serviços liderou a geração de vagas, com saldo de 110.346 empregos. Na sequência aparecem Construção, com 20.848, Indústria, com 16.613, Comércio, com 16.565, e Agropecuária, com 1.452.
Nordeste lidera saldo agropecuário

Na divisão por regiões, apenas o Nordeste e o Norte tiveram saldo positivo de empregos formais na agropecuária em agosto. O Nordeste abriu 9.345 vagas, enquanto o Norte registrou 838.
Nas demais regiões, o setor teve saldo negativo. O Sudeste apresentou a maior retração, com perda de 6.310 postos, seguido pelo Centro-Oeste, com menos 2.381 vagas, e pelo Sul, com redução de 340 empregos.
Entre os estados, 14 registraram saldo positivo no setor agropecuário. Pernambuco liderou, com 2.981 novos postos, seguido por São Paulo, com 2.687, Rio Grande do Norte, com 2.620, Paraíba, com 1.265, e Alagoas, com 1.154.
Na outra ponta, Minas Gerais teve o maior saldo negativo, com redução de 7.340 empregos formais em agosto. Espírito Santo aparece em seguida, com perda de 1.497 vagas, e Goiás, com 1.473 postos a menos.

Entre as atividades agropecuárias que mais contribuíram para o resultado positivo do mês estão o cultivo de cana-de-açúcar, responsável por 3.408 vagas, seguido pelo cultivo de laranja, com 2.443, cultivo de melão, com 2.197, serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, com 1.358, e cultivo de manga, com 1.054.
No acumulado dos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o Brasil registrou saldo de 887,7 mil empregos formais. O resultado representa queda de 38,8% em relação aos 1,45 milhão de postos criados nos 12 meses anteriores.







