Mesmo com a redução nos preços de produtos como açúcar, café e óleo de soja, o custo da cesta básica continuou subindo em todas as capitais brasileiras no mês de março.
Os dados fazem parte do levantamento mensal realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado na quarta-feira (8).
Custo da cesta básica

Entre os itens analisados, o açúcar apresentou recuo em 19 cidades, com destaque para Goiânia (-4,91%), Curitiba (-4,70%) e Belo Horizonte (-4,52%). A queda ocorre mesmo fora do período de safra, influenciada pela expectativa de maior oferta global, com aumento da produção no Brasil e em países como Tailândia e Índia.
O café em pó também registrou redução em 17 capitais. As maiores quedas foram observadas no Rio de Janeiro (-3,16%) e em Belo Horizonte (-2,55%). O movimento está relacionado à previsão de recuperação da oferta mundial, impulsionada por uma safra recorde no Brasil e bom desempenho da produção no Vietnã.
Já o óleo de soja teve preços menores em 16 capitais, com destaque para Rio Branco, onde a queda chegou a 2,78%. O avanço da colheita de uma safra considerada histórica tem ampliado a oferta do produto, refletindo no recuo das cotações.
Apesar dessas reduções pontuais, o valor total da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%) e Maceió (6,76%).

Entre os principais responsáveis pela elevação está o tomate, que ficou mais caro em todas as cidades. Os aumentos variaram de 0,72%, em São Luís, até 46,92%, em Maceió. A menor oferta, causada por perdas na produção devido às chuvas, pressionou os preços.
A batata seguiu a mesma tendência nas capitais do Centro-Sul, com altas entre 5,54% em Belo Horizonte e 22,24% em Vitória, também impactada pelas condições climáticas adversas durante a colheita.
Outro item que contribuiu para o aumento foi o feijão, que teve elevação em todas as localidades analisadas, com variações entre 1,68% em Curitiba e 21,48% em Belém. A redução da área plantada na primeira safra, dificuldades na colheita e a expectativa de menor produção na segunda safra ajudaram a sustentar a alta nos preços.







