Os preços da indústria brasileira registraram forte avanço em abril de 2026, impulsionados principalmente pelos setores ligados à cadeia de insumos, combustíveis e alimentos, segundo dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP).
O indicador apontou alta de 2,63% frente a março, com aumento de preços em 21 das 24 atividades industriais analisadas.
Índice de Preços ao Produtor em abril

O resultado também elevou o acumulado do ano para 5,12%, o terceiro maior já registrado para meses de abril desde o início da série histórica, em 2014. Em 12 meses, a variação ficou em 1,07%.
Entre os segmentos que mais pressionaram o índice aparecem setores estratégicos para o agronegócio, como alimentos, produtos químicos, biocombustíveis e borracha e plástico. O setor de outros produtos químicos liderou a alta mensal, com avanço de 9,91%, seguido por borracha e plástico (7,31%) e refino de petróleo e biocombustíveis (6,44%).
A indústria de alimentos também teve peso importante na composição do resultado geral, respondendo por 0,34 ponto percentual da alta registrada em abril. O desempenho reflete o aumento dos custos em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo fertilizantes, embalagens, combustíveis e insumos industriais usados no campo e na agroindústria.
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Indústrias extrativas

No acumulado do ano, os maiores aumentos foram observados nas indústrias extrativas (23,11%), outros produtos químicos (17,66%), refino de petróleo e biocombustíveis (9,67%) e borracha e plástico (9,37%). Esses segmentos têm impacto direto sobre o agronegócio, especialmente nos custos de produção agrícola, logística e processamento industrial.
Os bens intermediários, categoria que reúne insumos utilizados na produção, foram os principais responsáveis pela alta da indústria em abril. O grupo avançou 4,10% no mês e respondeu sozinho por 2,23 pontos percentuais do resultado geral do IPP. No acumulado de 2026, a categoria já soma alta de 8,11%.
O avanço dos preços de insumos industriais ocorre em um momento de atenção para produtores rurais e agroindústrias, já que itens como químicos, combustíveis, embalagens e derivados de plástico têm influência direta sobre os custos das atividades agrícolas e pecuárias.
O IPP mede a variação dos preços dos produtos na saída das fábricas, sem considerar impostos e fretes, funcionando como um indicador importante da pressão de custos dentro da cadeia produtiva brasileira.







