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Produção de bioeletricidade cresce 14,6% em 2023 puxada pela cana

Geração desse tipo de energia para a rede foi de 29.285 GWh (Gigawatt-hora) no ano; energia elétrica vem das fontes biomassa da cana, biogás, lixívia, resíduos de madeira, dentre outras.

Por Janaina Honorato
Publicado em 15/02/2024 às 20:56
Geração desse tipo de energia para a rede foi de 29.285 GWh no ano.

Geração desse tipo de energia para a rede foi de 29.285 GWh no ano. Foto: Divulgação

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De janeiro a dezembro de 2023, a geração de bioeletricidade para a rede foi de 29.285 GWh no Brasil, aumento de 3.732 GWh, um crescimento de 14,6% em relação à produção de 2022.

O resultado representa um recorde de produção anual de energia elétrica à rede pela fonte biomassa, que inclui bagaço e palha de cana-de-açúcar, biogás, lixívia, resíduos de madeira, dentre outras.

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Energia elétrica vem das fontes biomassa da cana, biogás, lixívia, resíduos de madeira, dentre outras.
Energia elétrica vem das fontes biomassa da cana, biogás, lixívia, resíduos de madeira, dentre outras. Foto: Divulgação

Produção de bioeletricidade no Brasil

Os dados são do levantamento inédito da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), realizado com base na medição de janeiro a novembro e da medição preliminar de dezembro apresentados recentemente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Essa variação positiva foi fortemente influenciada pela safra canavieira, já que a biomassa da cana (bagaço e palha da cana) é o principal combustível na geração de bioeletricidade no país.

A bioeletricidade ofertada para a rede no ano passado foi estratégica para o setor elétrico brasileiro, sendo equivalente a atender por dois meses o consumo integral de energia elétrica da indústria brasileira em 2023 ou suprir todo o consumo de energia elétrica da região Centro-Oeste por mais de oito meses.

Do lado do ranking da geração centralizada à rede, o desempenho da bioeletricidade em 2023 garantiu a terceira posição para a fonte, atrás apenas da fonte hidrelétrica e eólica. Trata-se de uma geração não intermitente e complementar à fonte hidrelétrica, com 76,3% da geração da biomassa para a rede em 2023 ocorrendo entre os meses de maio e novembro, considerado o período seco e crítico do Sistema Interligado Nacional.

São dados que indicam quão estratégica essa fonte já é para o setor elétrico brasileiro e que tem oportunidades para avançar na matriz. Uma expansão robusta e regular da bioeletricidade, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre, proporcionará cada vez maiores volumes de uma energia renovável, sustentável, não intermitente e efetivamente complementar à fonte hidrelétrica.

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Isso poupará água nos reservatórios, principalmente no submercado Sudeste/Centro-Oeste, ao mesmo tempo proporcionando uma real modicidade nas contas do consumidor, sobretudo, em momentos de escassez hídrica, por serem térmicas renováveis que representam reservatórios virtuais no sistema.

A abertura total do ambiente livre para a alta tensão, seguindo para a média e baixa tensão no futuro, o funcionamento adequado das liquidações financeiras no mercado de curto prazo, um desenho que estimule a participação da biomassa nos leilões de reserva de capacidade, a retomada dos leilões de energia nova em virtude do crescimento econômico, a valoração dos atributos ambiental e geoelétricos da bioeletricidade.

A demanda por fontes não intermitentes na produção de hidrogênio renovável são algumas das questões que devem abrir oportunidades para a bioeletricidade continuar expandindo na matriz elétrica brasileira e apresentando uma oferta estratégica, renovável e sustentável para o setor elétrico brasileiro nos próximos anos.

Moagem na região Centro-Sul atingiu 644,14 milhões de toneladas de cana.
Moagem na região Centro-Sul atingiu 644,14 milhões de toneladas de cana. Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Moagem de cana-de-açúcar

De acordo com a Unica, no acumulado da safra 23/24, a moagem na região Centro-Sul atingiu 644,14 milhões de toneladas de cana entre 1º de abril de 2023 e 1º de janeiro de 2024, ante 542,39 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23, um avanço de 18,76%.

*Artigo de Zilmar Souza, gerente de Bioeletricidade na Unica.

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Tags: bioeletricidadebiogáscanacana de açucarenergia elétricaUnica

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