A produção industrial brasileira em dezemr registrou avanço nos segmentos diretamente associados ao agronegócio na comparação com dezembro de 2024, mesmo com a queda de 1,2% do total da indústria em relação a novembro de 2025, na série com ajuste sazonal.
Os dados mostram que atividades como produtos alimentícios, indústrias extrativas e insumos ligados à saúde tiveram papel central no desempenho do setor no fim do ano.
Produção Industrial

Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), na comparação anual, os produtos alimentícios cresceram 5,5%, figurando entre as principais influências positivas no resultado agregado da indústria.
O avanço reflete o desempenho de cadeias ligadas à transformação de matérias-primas agrícolas e ao abastecimento interno e externo. Também se destacaram as indústrias extrativas, com alta de 7,0%, setor que inclui atividades relacionadas à produção mineral e à base de insumos utilizados ao longo da cadeia produtiva do campo.
Outro segmento com impacto relevante foi o de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que avançou 28,6% frente a dezembro de 2024, reforçando a contribuição de setores ligados à biotecnologia e à produção de insumos para saúde e bioeconomia.

No conjunto das grandes categorias econômicas, os bens de consumo semi e não duráveis, grupo que abrange parte expressiva dos alimentos industrializados e produtos de uso cotidiano, apresentaram crescimento de 5,0% na comparação anual. O resultado interrompeu uma sequência de oito meses de quedas nesse tipo de análise.
Apesar desses avanços, o desempenho mensal do setor industrial foi marcado por retração em dezembro frente a novembro, com recuos em todas as grandes categorias econômicas. Ainda assim, a produção nacional permanece 0,6% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, embora continue 16,3% abaixo do pico histórico observado em maio de 2011.
No acumulado de 2025, a indústria registrou crescimento de 0,6%, indicando um ritmo mais moderado em relação ao resultado de 2024, quando a expansão foi de 3,1%.







