O comportamento das chuvas de março foi marcado por contrastes significativos entre as regiões, com volumes elevados em algumas áreas e déficits expressivos em outras.
Na Região Norte, os maiores acumulados se concentraram no norte do Amapá e no nordeste do Pará, onde os volumes ultrapassaram 600 mm. Em Belém, o total chegou a 603 mm, valor bem acima da média histórica para o período.
Chuvas de março

Outros destaques incluem Cametá e Codajás, que também registraram altos índices pluviométricos. Apesar disso, houve áreas com pouca chuva, como o centro-norte de Roraima, onde os acumulados não passaram de 50 mm. Em pontos de Rondônia, Amazonas e Pará, também foram observados volumes abaixo do esperado, com destaque para Lábrea, que apresentou precipitação bem inferior à média do mês.
No Nordeste, o Maranhão concentrou os maiores volumes, impulsionados principalmente pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de sistemas atmosféricos como o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis. Municípios como Turiaçu registraram acumulados expressivos, superando 600 mm.
Já na Bahia, cidades como Guaratinga e Vitória da Conquista também tiveram chuvas relevantes. Por outro lado, a faixa leste da região apresentou distribuição mais irregular, com volumes abaixo da média em diversas localidades. Em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, o total ficou bem abaixo do esperado para março.
Na Região Centro-Oeste, grande parte dos estados registrou chuvas acima de 150 mm, com destaque para áreas do Pantanal e do centro-norte de Mato Grosso do Sul. A atuação de sistemas típicos do período chuvoso, como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), contribuiu para esses acumulados.
Sudeste e Sul

Goiânia e Cassilândia tiveram volumes elevados, com registros históricos para o mês. Em contrapartida, regiões do norte e sudeste de Mato Grosso enfrentaram escassez de chuva. Em Ponta Porã, por exemplo, o volume registrado foi extremamente baixo em relação à média.
No Sudeste, predominou um cenário de chuvas acima de 150 mm em grande parte da região. Minas Gerais, especialmente nas áreas do Jequitinhonha e no norte do estado, apresentou acumulados expressivos. Também houve volumes elevados em partes de São Paulo e Espírito Santo.
Entre os destaques estão Pirapora, Teresópolis e Araxá. Ainda assim, algumas áreas enfrentaram déficit, como o Triângulo Mineiro, o sul do Rio de Janeiro e trechos do litoral paulista. Em cidades como São Miguel Arcanjo e Arraial do Cabo, os volumes ficaram muito abaixo da média histórica.
Já na Região Sul, embora os acumulados tenham superado 50 mm em diversas localidades, prevaleceu um cenário de chuvas abaixo da média. A atuação de um sistema de alta pressão contribuiu para a redução das precipitações, mesmo com a passagem de frentes frias ao longo do mês. Maringá foi uma exceção, com volume acima da média. Em contrapartida, cidades como Curitiba, Marechal Cândido Rondon e Santa Maria registraram déficits significativos.







