As emissões globais de gases de efeito estufa provocadas por incêndios florestais atingiram o menor patamar desde o início da série histórica, em 2003. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo observatório europeu Copernicus, que monitora a atividade de queimadas em diferentes regiões do planeta.
Entre janeiro e junho deste ano, foram emitidas menos de 400 megatoneladas (milhões de toneladas) de carbono.
Emissões provocados por incêndios florestais

O resultado mantém a tendência de redução observada nos últimos anos e representa um marco histórico, já que, desde o início do monitoramento, os registros nunca haviam ficado abaixo de 500 megatoneladas. Em 2003, o volume ultrapassava 1 gigatonelada (1 bilhão de toneladas) de carbono.
Segundo o Sistema Global de Assimilação de Incêndios (GFAS), a principal contribuição para essa queda veio da diminuição das queimadas sazonais na África tropical. No continente africano, as emissões passaram de 213 para cerca de 154 megatoneladas de carbono em relação ao mesmo período de 2025. Na Ásia, o total caiu de 164 para 113 megatoneladas.
Na América do Sul, que historicamente apresenta emissões inferiores às registradas na África e na Ásia, também houve redução. O volume passou de 40,9 para 38,8 megatoneladas de carbono no primeiro semestre. Ainda assim, ocorreram focos de incêndio de grande intensidade, principalmente na região de Biobío, no Chile, e na província de Chubut, na Patagônia argentina.

Já o episódio mais significativo de incêndios florestais nos seis primeiros meses do ano foi registrado no estado de Victoria, no sudeste da Austrália, no início de janeiro, período em que foram observadas temperaturas recordes.
Apesar da redução histórica nas emissões, especialistas alertam para a possibilidade de aumento da atividade de incêndios nos próximos meses.
De acordo com o cientista sênior do Serviço de Monitoramento Atmosférico do Copernicus, Mark Parrington, os incêndios registrados nas últimas semanas na Eurásia e na América do Norte já acendem um sinal de atenção. Ele destaca que a atuação do fenômeno El Niño pode favorecer períodos mais secos e intensificar a ocorrência de queimadas.
Com informações da Agência Brasil







