O Plano de Transformação Ecológica já mobilizou mais de R$ 500 bilhões em recursos voltados ao financiamento sustentável no Brasil até 2025.
O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Ministério da Fazenda e reúne ações iniciadas desde o lançamento do programa, em 2023.
Além da ampliação do crédito para projetos ambientais, a iniciativa também avançou na criação de regras para dar segurança jurídica a investidores e estimular a transição para uma economia de baixo carbono.
Regulação e segurança jurídica impulsionam investimentos

Segundo o Ministério da Fazenda, a estruturação de um marco regulatório foi fundamental para atrair capital e consolidar o programa. Entre as medidas estão a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e o desenvolvimento de uma Taxonomia Sustentável Brasileira, que classifica atividades econômicas com base em critérios ambientais e sociais.
Também fazem parte desse conjunto o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão, a Lei do Combustível do Futuro e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Investimentos privados
No campo dos investimentos privados, o programa criou mecanismos para ampliar a participação de empresas e investidores. Um dos destaques é o Eco Invest, que já mobilizou R$ 140 bilhões ao utilizar recursos públicos como capital catalisador, reduzindo custos de crédito e riscos cambiais. Até 2025, foram realizados quatro leilões voltados a projetos estruturantes.
Para facilitar a conexão entre investidores e iniciativas sustentáveis, foi criada a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), que reúne atualmente 22 projetos e prevê a alocação de mais de US$ 26 bilhões.
Outro instrumento relevante são as debêntures incentivadas. Entre 2023 e 2026, empresas emitiram cerca de R$ 396 bilhões nesses títulos para financiar projetos com impacto ambiental.
Recursos públicos fortalecem políticas ambientais
No âmbito público, o plano também ampliou significativamente o volume de recursos disponíveis. A emissão de títulos verdes possibilitou a captação de US$ 5,5 bilhões, direcionados ao Fundo Clima, administrado pelo BNDES.
Com isso, o fundo teve um crescimento expressivo, multiplicando por 316 vezes os recursos disponíveis desde 2020. Atualmente, são R$ 27 bilhões destinados a áreas como transição energética, indústria verde, florestas, recursos hídricos e logística sustentável.
Os fundos de ciência, tecnologia e inovação também foram fortalecidos, alcançando R$ 30,7 bilhões em empenhos até 2025, com foco em projetos de alto risco tecnológico ainda em fase inicial.
Além disso, recursos de fundos climáticos internacionais passaram a ser direcionados também a estados e municípios, com o objetivo de tornar cidades mais resilientes às mudanças climáticas.

*Com informações da Agência Brasil







