O Nordeste de Goiás passa a contar com uma nova região turística voltada ao ecoturismo.
Batizada de Paraísos do Cerrado, a área foi homologada pelo Ministério do Turismo e reúne cinco municípios, sendo Flores de Goiás, Simolândia, Buritinópolis, Mambaí e Damianópolis. A iniciativa integra o Mapa do Turismo Goiano, que mantém 100 municípios e passa a organizar o estado em 13 regiões turísticas.
Região turística voltada ao ecoturismo em Goiás

Localizada a cerca de 310 quilômetros do Aeroporto Internacional de Brasília, a nova rota turística se destaca pela proximidade entre os atrativos naturais, o que favorece a criação de roteiros integrados. A proposta é permitir que o visitante conheça diferentes experiências em um mesmo percurso, ampliando o potencial de visitação da região.
Segundo representantes do setor de turismo estadual, a estruturação do território busca fortalecer a visibilidade de Goiás no cenário nacional e ampliar oportunidades econômicas para as comunidades locais, especialmente ligadas ao turismo de natureza e aventura.
A região reúne atrativos históricos, culturais e ambientais. Em Flores de Goiás, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída na década de 1740, é um dos principais marcos históricos e remete à tradição do povo quilombola local. Já em Simolândia, o Rio Corrente se destaca pela paisagem formada entre os municípios vizinhos, sendo ponto de contemplação e lazer.
Buritinópolis abriga uma das tirolesas mais altas do país, atraindo visitantes em busca de turismo de aventura. Em Mambaí, a Cachoeira do Funil e o chamado “Balanço da Dani Monteiro” estão entre os atrativos mais conhecidos. Já em Damianópolis, cachoeiras de águas em tons de azul e verde compõem o cenário da Cachoeira Paraíso do Cerrado.
Gastronomia típica

Além das paisagens naturais, a região também se destaca pela gastronomia típica do Cerrado, com pratos como galinha caipira com pequi e o uso de frutos como baru e cagaita. Festas tradicionais, como a Festa de Abril, em Damianópolis, também fazem parte do calendário cultural local.
Outro destaque é a presença de áreas de preservação ambiental, já que grande parte do território está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Vermelho, o que reforça o foco em turismo sustentável.
A produção regional de mel e pequi também contribui para a economia local e para o fortalecimento do turismo rural, com destaque para o volume expressivo de pequi produzido na região.







