A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) iniciou uma nova fase do levantamento que vai subsidiar a primeira lista estadual de espécies ameaçadas de extinção em Goiás.
Desta vez, o foco está nos aracnídeos com ocorrência no território goiano. A coleta de informações segue até 20 de março.
Lista estadual de espécies ameaçadas de extinção em Goiás

Pesquisadores e integrantes da comunidade científica podem encaminhar dados por meio da plataforma BioData, disponível no site da Semad. Para participar, é necessário informar o nome da espécie na área de busca, selecionar a opção desejada e registrar as contribuições no campo indicado.
Após o envio, o material será analisado por especialistas e incorporado às fichas técnicas das espécies avaliadas. A iniciativa busca reunir dados atualizados que ajudem a definir o grau de ameaça de cada animal e orientar ações de conservação no âmbito estadual.
O processo inclui oficinas com especialistas dos grupos taxonômicos envolvidos, que aplicam metodologia reconhecida internacionalmente, desenvolvida pela International Union for Conservation of Nature (IUCN). A classificação considera critérios científicos para determinar o nível de risco de extinção.
Antes da etapa dedicada aos aracnídeos, a Semad já havia recebido informações sobre libélulas, anfíbios, peixes, abelhas, mamíferos e répteis, em articulação com pesquisadores.
Lista estadual inédita

Será a primeira vez que Goiás contará com uma lista própria de espécies ameaçadas. Atualmente, as referências disponíveis são de abrangência nacional e produzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Com a nova avaliação, o Estado poderá identificar situações específicas que, embora não apareçam como críticas no cenário nacional, demandem atenção local.
A expectativa é analisar cerca de 1,7 mil espécies de vertebrados, entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, além de aproximadamente 900 invertebrados, como libélulas, aracnídeos, moscas e abelhas.







