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Manejo de javalis deve crescer para reduzir prejuízos com plantas e animais no agro

Suíno é considerado exótico invasor, sendo o único com controle populacional autorizado no Brasil, por conta dos danos econômicos, sanitários, e ambientais.

Por Janaina Honorato
Publicado em 02/12/2024 às 21:29
Atualizado em 02/12/2024 às 21:30
Manejo de javalis deve crescer para reduzir prejuízos com plantas e animais no agro

Espécie se alimenta de plantas de lavouras e pequenos animais. Foto: Envato

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O controle de javalis e de seus cruzamentos, como o javaporco, ou seja, a caça desses animais, é uma prática legal, sendo a única espécie de animal silvestre em que o manejo é autorizado no Brasil, por conta dos danos econômicos, sanitários, e ambientais que provoca.

Esse monitoramento e controle populacional de javalis é realizado por agentes voluntários, que colaboram com as agências de defesa agropecuária dos estados, com a coleta de amostras de sangue e/ou soro dos animais abatidos em propriedades rurais autorizadas para a caça.

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Controle de javalis

O javali (Sus scrofa) é uma espécie nativa da Europa, Ásia e norte da África, que foi introduzida no Brasil a partir da década de 1960, principalmente para o consumo de carne, que era considerada uma iguaria na região sul do país.

O animal é classificado como uma das cem piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza.

Sua agressividade e facilidade de adaptação ao ambiente, com sua reprodução descontrolada e à ausência de predadores naturais, provocam impactos ambientais e socioeconômicos, principalmente para pequenos agricultores.

Caça legal

Suíno é considerado exótico invasor com controle populacional autorizado no Brasil.
Suíno é considerado exótico invasor com controle populacional autorizado no Brasil. Foto: Divulgação/CNA

Com o aumento da população pelo território nacional e da crescente ameaça ao ecossistema, o controle da espécie foi autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2013, de acordo com regras estabelecidas pela Instrução Normativa N°03/2013 e suas alterações.

Espécies exóticas invasoras são consideradas a segunda maior causa de perda da biodiversidade em escala global e representam um desafio para a conservação dos recursos naturais.

Há registros da presença de javalis em quinze unidades da federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Roraima, Tocantins, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Contudo, a atividade da caça deve acontecer conforme os parâmetros estabelecidos na legislação. Pelas regras, os controladores precisam de autorizações do Ibama e de armamento pelo Exército Brasileiro.

  • Meio Ambiente: Ibama volta a analisar licenças para controle de javalis no Brasil

Controle em Goiás

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) aponta que o controle dos javalis é necessário principalmente para a prevenção de doenças que a espécie é vetor, como a Peste Suína Clássica (PSC), Peste Suína Africana (PSA) e Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS)

As amostras de sangue ou soro dos animais abatidos coletados pelos agentes voluntários, são enviadas para as Unidades Locais da Agência que mandam ao Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (Labvet) para a realização de análises sorológicas.

O objetivo é monitorar a PSC em suínos asselvajados para prevenir a introdução de doenças em suinoculturas, já que os javalis cruzam com animais domésticos, gerando os conhecidos javaporcos.

Os agentes controladores podem comer a carne do animal, desde que inspecionado para ter a certeza que não possui doenças nocivas aos seres humanos, sendo inclusive regulamentada também a coleta e transporte das carcaças abatidas.

Prejuízos

Javali causa dos danos econômicos, sanitários, e ambientais.
Javali causa dos danos econômicos, sanitários, e ambientais. Foto: Divulgação/Ibama

A população cresce exponencialmente e vem atingindo lavouras e criações de animais em todo o Brasil.

Segundo a Agrodefesa, a adesão de voluntários para a caça ainda é baixa, principalmente para fornecer amostras de sangue/soro para pesquisa. A quantidade de controladores precisa crescer ou o número da população de javalis pode seguir aumentando e causar estragos maiores como invadir ambientes na zona rural e urbana.

“O javali precisa ser controlado, a população não pode crescer além do que já existe, precisa diminuir. Tem um estudo que fala que a gente precisa reduzir atualmente 70% da população existente. Para cada dez animais, sete precisariam ser abatidos, para que consigamos controlar a espécie a um nível aceitável que cause pouco problema ambiental, econômico, sanitário”, analisa a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo.

Denise afirma que esse animal pode chegar a destruir 20% de uma lavoura, principalmente de milho, que é uma preferência da espécie, mas há registros de que eles comam soja, cana, feijão, pequenos animais como cordeiros, galinhas, causando prejuízos na agropecuária, fora o prejuízo ambiental no consumo desenfreado da fauna e flora.

Saiba mais sobre manejo do javali no site do Ibama.

  • Agricultura: Manejo de plantas daninhas exige monitoramento em todas as fases de produção
Tags: caçacontroledanosEconomiajavalismanejoMeio Ambientesanidade

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