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Brasil exporta tecnologia que irá auxiliar no melhoramento genético de bovinos leiteiros

Exportação da genética bovina torna o país como referência em genética de bovinos leiteiros para regiões de clima tropical.

Por Arieny Alves
Publicado em 06/11/2024 às 08:51
Brasil exporta tecnologia para melhoramento genético de bovinos leiteiros

Foto: Divulgação/Embrapa

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Uma nova tecnologia que auxilia no melhoramento genético de bovinos leiteiro é atualmente exportada pelo Brasil. Com base na Embrapa, em setembro deste ano foi enviado para o México a primeira avaliação genômica que verifica os rebanhos da raça Gir Leiteiro naquele país.

Antes disso, em maio foi entregue aos produtores bolivianos a primeira avaliação genômica internacional feita pela Unidade e a expectativa é de que em 2025 esse serviço seja ampliado para outros 11 países latino-americanos.

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Com base na Embrapa, além de México e Bolívia, irão receber as avaliações genômicas de seus rebanhos produtores da Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico e República Dominicana.

Melhoramento genético de bovinos

Melhoramento genético
Para além da porteira, a bovinocultura de leite tem cada vez mais introduzido ao seu repertório conceitos como genômica, bioquímica e informática. Foto: Divulgação/Embrapa

Até novembro, a Embrapa Gado de Leite deverá receber informações genéticas de 350 rebanhos do exterior, totalizando assim aproximadamente 3 mil animais. Mediante a isso, o custo da avaliação é de até US$ 38 por animal.

Aos interessados que desejam ter acesso ao serviço de avaliação genética, o produtor deve procurar a associação de criadores da raça zebuína do seu país ou entrar em contato diretamente com a ABCGIL, informando sua intenção de realizar a avaliação genômica. Além disso, ainda deverá ser solicitado ao produtor que envie amostras genéticas, como sangue, sêmen ou pelo do animal, para algum laboratório especializado e que indicado pela associação. Nesse caso, o laboratório fará a genotipagem dos animais e enviará o resultado à unidade, no qual os dados serão processados por pesquisadores e uma equipe de TI.

Conforme os profissionais de informática Guilherme Moura e Matheus Machado, que trabalham em associação com a ABCGIL, são computados milhões de dados incluindo o pedigree e as informações genômicas dos respectivos animais e, como uma maneira de processar esses dados, a Embrapa Gado de Leite montou uma estrutura de bioinformática, com computadores de grande capacidade de processamento, e trabalha em parceria com o Laboratório Multiusuário de Bioinformática, localizado na Embrapa Agricultura Digital (SP).

Após toda a coleta das informações, os dados são enviados para a ABCGIL que fornece as informações aos produtores. Ainda este ano, a ABCGIL e a Embrapa disponibilizarão os resultados das avaliações genômicas por meio de um aplicativo que será possível verificar os ganhos genéticos de cada rebanho, obter certificados individuais de avaliação genômica, entre outras funcionalidades.

Com o avanço do setor, a bovinocultura de leite também tem cada vez mais introduzido ao seu repertório conceitos como genômica, bioquímica e informática, sendo assim uma nova realidade do melhoramento genético, que até pouco mais de uma década somente fundamentava nos fenótipos dos indivíduos, características observáveis do animal como conformação do úbere, cascos, peso, produção, reprodução etc.

Portanto, com base no pesquisador da Embrapa João Claudio Panetto, atualmente 95% dos animais registrados por ano na Associação são avaliados genomicamente, o que garante a expertise do Brasil na seleção de bovinos leiteiros para as condições tropicais, respaldando a exportação dessa tecnologia.

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Rapidez no melhoramento genético

Rapidez no melhoramento genético
Foto: Divulgação/Embrapa

A seleção genômica que tem interessado os países latino-americanos é a principal ferramenta mais recente utilizada no melhoramento genético bovino.

Sua origem remonta a 16 anos quando os pesquisadores do mundo inteiro, inclusive da Embrapa, anunciaram na revista Science o sequenciamento do DNA bovino. Porém  três anos depois, pesquisadores da Embrapa já identificavam diferenças significativas entre animais taurinos (bovinos de origem europeia, como a raça Holandesa) e zebuínos (de origem indiana, como a raça Gir).

Conforme o pesquisador da Embrapa Marco Antonio Machado, o sequenciamento do DNA provocou uma verdadeira revolução na seleção genética bovina, barateando e multiplicando a velocidade dos programas de melhoramento.

Sendo assim, o sequenciamento do DNA permitiu identificar mais de 5 milhões de SNPs específicos para as raças zebuínas, além de características como ganho de peso, produção, reprodução, resistência a parasitas e ao estresse térmico, entre outras de interesse dos criadores.

Para chegar nesses resultados, as avaliações são realizadas por meio de uma ferramenta baseada nos SNPs desenvolvida pela Embrapa em parceria com a ABCGIL, que faz o mapeamento das informações genéticas e seleciona os animais com as características de interesse.

Por meio da avaliação genômica ainda é possível mais do que dobrar a velocidade do melhoramento genético, com custos menores. Embora o percentual exato de redução desses custos possa variar dependendo do país, do sistema de manejo e da escala do programa de melhoramento genético, estudos e relatórios também indicam que a redução é superior a 50%.

informações extraídas da Agência Brasil 

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Tags: bovinos leiteirosembrapamelhoramento genéticopecuária

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