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Nova cultivar de capim-andropogon produz mais em áreas de baixa fertilidade

Material tem ótimo desempenho para os rebanhos do Cerrado brasileiro, além de garantir alta produtividade em solos de baixa fertilidade e maior valor nutricional.

Por Janaina Honorato
Publicado em 22/11/2023 às 09:18
Atualizado em 22/11/2023 às 09:51
Embrapa apresenta cultivar de capim-andropogon BRS Sarandi.

Embrapa apresenta cultivar de capim-andropogon BRS Sarandi. Foto: Allan Kardec/Embrapa Cerrados

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Uma nova cultivar do capim-andropogon foi desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF), a BRS Sarandi, que é uma evolução do Andropogon gayanus cultivar Planaltina, primeira forrageira tropical lançada pela Embrapa em 1980.

O novo material tem ótimo desempenho para os rebanhos do Cerrado brasileiro, com ganhos que chegam a 1,15 kg de peso vivo por dia para bovinos em recria, durante a estação chuvosa.

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Nova cultivar de capim-andropogon

Cultivar mantém desempenho em rebanhos do Cerrado brasileiro.
Cultivar mantém desempenho em rebanhos do Cerrado brasileiro. Foto: Allan Kardec/Embrapa Cerrados

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados e coordenador do projeto de desenvolvimento da nova forrageira, Marcelo Ayres, a nova cultivar da Embrapa é excelente opção para os solos com baixa fertilidade ou passam por longos períodos de seca ou ainda os que sofrem com ataques severos de cigarrinhas. Esse capim tem rápida rebrota, elevada qualidade nutricional e ótimo consumo pelos animais.

A cultivar é recomendada para áreas com menor fertilidade natural do Cerrado, inclusive no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), e também para áreas marginais das fazendas onde a agricultura e outras espécies forrageiras não se desenvolvem bem.

Os pesquisadores buscaram uma evolução da cultivar Planaltina para pecuaristas da região Central do Brasil, com alta produtividade e ótima qualidade nutricional, capaz de proporcionar maiores ganhos de peso dos bovinos em pastejo.

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Nos testes, a BRS Sarandi apresentou resultados de desempenho animal muito satisfatórios para o rebanho, com ganhos de peso de animais bovinos da raça Nelore. Os animais mantidos no pasto de BRS Sarandi ganharam de 8% a 10% a mais de peso quando comparados aos animais mantidos na cultivar Planaltina.

Esse aumento ocorre porque a cultivar Sarandi apresenta maior quantidade de folhas em relação à Planaltina. Consequentemente, ela tem melhor valor nutritivo e isso se reflete no desempenho dos animais em pastejo.

É ótima opção para a diversificação das pastagens além de ser resistente a nematoides.
É ótima opção para a diversificação das pastagens além de ser resistente a nematoides. Foto: Allan Kardec/Embrapa Cerrados

Diferenciais da cultivar

Mesmo em áreas de testes degradadas e com fertilidade bem baixa, suas plantas passam as outras em altura, formam um bom volume de massa, com uma rebrota e um crescimento muito rápido, principalmente no início da estação chuvosa. No bioma Cerrado, a cultivar garante alimento para o gado no início da estação chuvosa, quando as outras forrageiras ainda não começaram a produzir.

A BRS Sarandi é volumosa, praticamente não tem talo, tudo o que ela produz é folha. É um material bem aveludado, bem macio, de alta palatabilidade para os animais. Além disso, a cultivar tem maior qualidade da forragem, maior perfilhamento e plantas mais uniformes.

A resistência a pragas e doenças é um dos pontos fortes dessa espécie, com tolerância a cigarrinhas e nematoides. Além disso, a espécie tolera bem a incidência de fogo.

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Resultados

O ganho de peso vivo médio diário de bovinos Nelore machos em recria foi avaliado em pastagens de BRS Sarandi na Embrapa Cerrados entre abril de 2018 e junho de 2020. Os bovinos foram mantidos em três taxas de lotação (1,5, 2,5 e 3,3 unidades animal por hectare (UA/ha)), em piquetes de 1,5 ha, em lotação contínua. No experimento, a taxa de lotação intermediária (2,5 UA/ha) teve o melhor resultado: 15 arrobas de carcaça por hectare/ano.

Quanto à produtividade de forragem, a cultivar também foi avaliada por dois anos, durante os períodos das águas e da seca. A produtividade de massa seca e a forragem acumulada foram similares às das cultivares Planaltina e Baetí – de 11 a 15 toneladas por hectare por ano, com adubação de nitrogênio entre 40 e 60 quilos por hectare por ano. Esse patamar pode aumentar com maiores doses de nitrogênio ou em ambientes com estação chuvosa mais prolongada.

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A nova cultivar é recomendada para uso em pastagens puras ou consorciadas com leguminosas ou com milho ou sorgo na região do Cerrado, em solos de baixa à média fertilidade, com textura que varia de arenosa à argilosa, sem problemas de drenagem.

O uso da BRS Sarandi deve ocorrer preferencialmente em sistemas extensivos de cria e recria de bovinos, com ênfase no aproveitamento da forragem na estação chuvosa. Em pastos bem manejados em sistemas mais intensificados, com alta oferta de forragem e de folhas, também pode proporcionar elevados desempenhos animais nas fases de engorda e terminação. A forrageira é recomendada para ovinos, caprinos e até mesmo equinos.

Tags: andropogoncapim-andropogoncultivarEmbrapa Cerradospastagenspecuáriaprodutividade

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