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Entenda as consequências da ingestão de plantas tóxicas para os ruminantes

Por Gabriela Amaral
Publicado em 09/02/2022 às 11:40
Foto: reprodução

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Animais que não são criados em confinamento completo, utilizam a pastagem como grande parte de sua alimentação. Neste caso, algumas forragens presente no pasto são de suma importância para auxiliar na nutrição e na dieta equilibrada destes animais. Todavia, é preciso ter muito cuidado com as plantas tóxicas presentes no ambiente e que podem causar o óbito do rebanho, caso ingeridas.

A existência destas plantas tóxicas nas pastagens brasileiras é uma ameaça não só aos rebanhos, mas também para a vida humana e de qualquer ruminante que utiliza do sistema de pastagem para se alimentar. Por isto, é necessário que o pecuarista sempre esteja atento a este perigo.

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No Brasil é possível encontrar certa de 130 espécies diferentes de plantas tóxicas e que, quando ingeridas, podem provocar perder de forma direta ou indireta na lucratividade da propriedade rural. Em relação as perdas diretas, estas acontecem quando há a morte do animal ou quando este perde índices reprodutivos e de produtividade.

Como forma de diminuir a incidência de intoxicação e dificultar o acesso dos animais as plantas tóxicas, a recomendação é que o produtor elimine as plantas, construa cercas e faça alterações no sistema de pastejo do rebanho. Todavia, estas recomendações, querendo ou não, representam perdas indiretas para o produtor.

Em grande parte dos casos, os produtores rurais e funcionários da propriedade tem como primeira associação as mortes e doenças por picadas de cobras e posteriormente analisam outros fatores. Entretanto a possibilidade de intoxicação é quase sempre ignorada. A explicação para este pensamento é porque acredita-se que os ruminantes possuem um instinto para diferencias as plantas tóxicas daquelas próprias para consumo. Podemos dizer que esta visão é errada.

Quais são os tipos de intoxicação? 

Para que um animal se intoxique com uma planta, é preciso haja a ingestão da mesma. Quando em contato com o organismo do ruminante, a planta libera toxinas que causam a intoxicação e que variam de acordo com a quantidade ingerida e com a natureza da substância tóxica presente na planta.

Podemos separar o tipo da intoxicação em dois grupos, sendo eles:

Intoxicação aguda – onde o animal ingere acidentalmente alguma planta ou alguma parte dela. Quando isso acontece o animal apresenta sintomas por um curto período de tempo.

Intoxicação crônica – define-se por uma ingestão continuada da planta, podendo ser de forma acidental ou proposital de algum tipo que provoca reações graves e complexas.

Principais plantas tóxicas (nomes populares)

Definimos aqui as principais plantas tóxicas, com são popularmente conhecidas e qual a consequência da sua ingestão.

  • Erva do rato, cafezinho: pode provocar morte súbita
  • Gibata, chibata: pode provocar morte súbita
  • Corona, cipó-prata: pode provocar morte súbita
  • Samambaia: pode provocar hematúria enzoótica, tumores do trato digestivo
  • Flor das almas: pode provocar hepatotoxicidade
  • Timbó, cinamomo-brabo, Maria preta: pode provocar abortos em bovinos e equinos e fibrose cardíaca em bovinos
  • Mamona: pode provocar gastroenterite

Como evitar o surgimento de plantas tóxicas nas pastagens?

Para evitar que as plantas tóxicas façam parte da pastagem da propriedade rural, é necessário que o produtor tome algumas medidas agronômicas de formação de pastagem, tais como a aplicação de técnicas específicas para que as espécies tóxicas não se tornem dominantes e utilizar semente de qualidade e certificação para a formação do pasto.

 

Tags: agronegócioAgroPecuáriaingestão de plantas tóxicasrebanho

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