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Laminite equina: o que é, causas, diagnóstico e tratamento para a doença

Por Gabriela Amaral
Publicado em 04/01/2022 às 10:53
Foto: Reprodução

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Popularmente conhecida como aguamento, a laminite equina se caracteriza pelo comprometimento total ou parcial dos movimentos do animal, devido a uma inflamação e dores nas patas. Por mais que todos os animais estejam propensos a desenvolver a doença, alguma raças possuem uma pré-disposição maior do que outras.

Por ser a parte do corpo onde o peso é sustentado e responsável pelo deslocamento dos equinos, os cuidados com os cascos são de suma importância para manter a saúde e bem-estar do animal, por isso precisam de cuidados especiais.

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Causas da Laminite equina

A principal causa da laminite equina são os distúrbios do metabolismo do animal, que afetam o organismo de modo geral, o que acaba comprometendo a circulação sanguínea.

A partir do desenvolvimento da doença, algumas partes do corpo podem deixar de receber flux de sangue, gerando assim uma inflamação generalizada e problemas no sistema cardiovascular, renal e endocrino. Em alguns casos a laminite pode causar a necrose das patas.

Problemas na alimentação, cólicas, retenção da placenta, excesso de treinamentos, banhos com água fria depois de atividades físicas, dentre outros fatores, podem potencializar a enfermidade.

Sintomas

O principal sintoma clínico da doença é a dor, acompanhado de claudicação. entretanto, a laminite é associada a outros como:

  • Relutância em se movimentar;
  • Sensibilidade aumentada ao pinçamento do casco;
  • Aumento da pulsação da artéria digital;
  • Tremores;
  • Aumento na frequência cardíaca e respiratória;
  • Aumento da temperatura corpórea;
  • Mucosas avermelhadas.

Em estágios mais avançados da doença, é possível perceber fatores como a convexidade da sola, crescimento dos talões, formação de anéis transversais e concavidade da face cranial da muralha do casco.

Diagnóstico e tratamento da laminite

A laminite equina pode ser facilmente percebida pelo pecuarista, basta ter atenção aos animais, observando sempre o seu comportamento, as dificuldades de locomoção, emagrecimento, baixa performance e também as dificuldades em apoiar as patas no chão.

Para que o diagnóstico e grau de doença seja feito da forma correta, é necessário a avaliação de um médico veterinário especializado. Dentre os exames feitos estão: exames de imagem e testes de movimento.

Já o tratamento depende da conclusão chegada com o diagnóstico, todavia é bastante comum a recomendação de repouso extremo, aplicação de gelo em locais que apresentem inchaço, administração de analgésicos, anti-inflamatórios e alimentação balanceada. Em alguns casos o veterinário pode indicar o uso de medicamentos específicos para o controle do metabolismo.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é através de um manejo correto, alimentação saudável, cuidados com exercícios e sobrecargas exigidas do animal. Realizar o casqueamento periódico de maneira correta e evitando alimentar o equino com grandes quantidades de carboidratos podem auxiliar na prevenção.

Sendo uma das principais causas de atendimentos clínicos e hospitalares, a laminite pode se agravar e desencadear outras doenças, fazendo com que o desempenho e a saúde do animal seja ainda mais prejudicada.

 

*Com informações da Revista Veterinária

Tags: agronegócioAgroPecuáriadoençasequinoslaminite equina

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