O governo do Peru avançou no processo para autorizar a importação de rinocerontes-indianos provenientes do Brasil.
A sinalização foi feita pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa), que informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que o modelo de Certificado Zoossanitário Internacional apresentado pelo Brasil atende às exigências sanitárias definidas entre os dois países.
Importação de rinocerontes-indianos

Com a aprovação técnica do documento, o órgão peruano deve iniciar os trâmites para publicação da norma que permitirá a emissão das permissões sanitárias de importação dos animais.
A ação faz parte de um projeto internacional de conservação coordenado pela European Association of Zoos and Aquaria (EAZA). A iniciativa busca garantir populações saudáveis e geneticamente viáveis da espécie em ambientes sob cuidados humanos, como forma de contribuir para a preservação na natureza.
Conhecido também como rinoceronte-de-um-chifre, o rinoceronte-indiano é uma espécie asiática considerada vulnerável à extinção. O animal sofre principalmente com a perda de habitat, fragmentação de áreas naturais e caça ilegal.
Apesar do aval sanitário, a autorização não significa embarque imediato dos animais. Antes da transferência, os rinocerontes deverão cumprir uma série de protocolos sanitários, como identificação individual, inspeção da propriedade de origem, período mínimo de isolamento de 30 dias sob supervisão veterinária oficial, realização de exames, tratamento antiparasitário e avaliação clínica pouco antes do transporte.

Ao chegarem ao Peru, os animais ainda passarão por nova quarentena, também de no mínimo 30 dias, em instalações supervisionadas pelo Senasa. Por se tratar de uma espécie ameaçada, o processo também exigirá a documentação prevista pela Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora, acordo internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas.
O processo teve acompanhamento do adido agrícola brasileiro no Peru, Warley Campos, responsável pela interlocução técnica com as autoridades peruanas durante as negociações.
Segundo o Mapa, a medida reforça a cooperação internacional em temas ligados à sanidade animal, trânsito internacional de animais e conservação da biodiversidade.







