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Problemas respiratórios em suínos podem interferir na lucratividade

Por Gabriela Amaral
Publicado em 03/12/2021 às 10:54
Atualizado em 03/12/2021 às 10:55
Foto: Reprodução

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Dentre todos os problemas sanitários que podem interferir na lucratividade de uma propriedade rural, e no bem-estar dos animais, as doenças respiratórias são as mais comuns e as que causam maior impacto no orçamento do pecuarista.

O médico veterinário André Bazuto, especialista em sanidade e produção animal, explica que “em geral, essas enfermidades se caracterizam por quadro de pneumonia de origem bacteriana ou viral”.

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Devido ao quadro de pneumonia, os pulmões do animal inflamam, trazendo prejuízos para o processo respiratório. Como consequência da doença, os suínocultores são financeiramente impactados, tendo em vista a quantidade de carne suína produzida no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), o país ocupa hoje o 4º lugar no ranking de maior produtor mundial de proteína, chegando a produzir cerca de 4 milhões de toneladas de carne.

Prejuízos causados pelos problemas respiratórios

Como consequências dos problemas respiratórios temos: a morte do animal ou a condenação de carcaças nos frigoríficos. Para evitar os prejuízos a dica para os produtores é manter-se atentos aos quadros e sintomas da pneumonia.

Dentre os sintomas da doença estão: tosse, febre, dificuldade respiratória, diminuição no consumo de ração, piora no desempenho zootécnico, choque endotóxico (também conhecido como choque séptico), pleurite e pleurisia.

“São três os principais problemas do chamado Complexo das Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS): a pausteurelose, a pleuropneumonia e a Doença de Glässer. Esse complexo, assim denominado pelo fato de combinar agentes patogênicos e fatores de risco associados às doenças respiratórias, pode evoluir para quadro grave, com alta morbidade, mortalidade e redução do desempenho zootécnico”, informa André Bazuto.

A pausteurelose consiste na infecção pulmonar ocasionada pela presença da bactéria Pasteurella multocida. Quando infectados por essa bactéria, os suínos causam broncopneumonia exsudativa, pleurite e dificuldade respiratória, podendo ocorrer também abscessos nos pulmões. As caraterísticas apresentadas pelo animais que estão com a doença se isolam, ficam deprimidos e diminuem o consumo de ração, estando sujeitos à morte por choque endotóxico ou falha respiratória.

Em relação a pleuropneumonia, causa da doença é a existência da bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae, podendo provocar a morte súbita do animal, provocando a eliminação de sangue pelas narinas e pela boca, aderências de pleura e pericárdio, além de focos encapsulados de necrose pulmonar. Dentre os sintomas da pleuropneumonia estão: febre, apatia, dificuldade para respirar e tosse profunda.

A Doença de Glässer, por outro lado, caracteriza-se pela inflamação das membranas serosas, causando pleurite, pericardite, peritonite, artrite e meningite. O causador da doença é o agente bacteriano Haemophilus parasuis, e possui alto índice de mortalidade. Quando o animal adquire a doença e sobrevive há depreciação de carcaças. Os sintomas são anorexia, febre e apatia, podendo haver também tremores e falta de coordenação.

Os principais fatores de risco para os suínos estão relacionados ao ambiente em que vivem, manejo e condições sanitárias. “Assim, oscilações constantes na temperatura do interior dos galpões, manejo inadequado de cortinas, mistura de animais de diferentes origens, superlotação, vazio sanitário inapropriado e falhas de limpeza e desinfecção contribuem para a disseminação do problema”, explica o veterinário.

Tags: agronegócioAgroPecuáriasuinoculturaSuínos

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