O governo de Goiás iniciou, em janeiro, a elaboração de um Plano Diretor para o setor florestal, inserido na Política Florestal estadual.
A proposta busca organizar ações voltadas à ampliação das áreas de florestas plantadas, ao fortalecimento de cadeias produtivas que utilizam madeira, como alimentos, construção civil e etanol de milho e, à criação de condições para a instalação de novas indústrias, entre elas as de celulose, papel e painéis.
Setor florestal

De acordo com a Seapa, o documento reunirá levantamentos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar investimentos, definir zonas produtivas e subsidiar ajustes normativos voltados ao ambiente de negócios.
A proposta também prevê a participação de universidades, centros de pesquisa e representantes do setor produtivo, além da realização de atividades de campo e encontros técnicos com produtores e consumidores de madeira.
A silvicultura em Goiás tem como principal produto a lenha. Em 2024, a produção de lenha de eucalipto chegou a 3,2 milhões de metros cúbicos, com valor estimado em R$ 389 milhões, ante 3,1 milhões de metros cúbicos e R$ 309,3 milhões no ano anterior.
A produção de madeira em tora de eucalipto voltada ao setor de papel e celulose registrou aumento expressivo, passando de 268,5 mil metros cúbicos em 2023 para 880,8 mil metros cúbicos em 2024. No mesmo período, a movimentação financeira subiu de R$ 20,7 milhões para R$ 211,3 milhões.
Borracha natural

A borracha natural também tem participação relevante na silvicultura goiana. Em 2024, foram produzidas 31,3 mil toneladas de látex coagulado, volume próximo ao de 2023, quando o estado registrou 32,2 mil toneladas. O segmento movimentou R$ 101,2 milhões no último ano.
O carvão vegetal integra a base produtiva, com produção de 3,3 mil toneladas em 2024 e valor de R$ 7,2 milhões, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Atualmente, Goiás possui cerca de 123,2 mil hectares de florestas plantadas voltadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024. Segundo a Seapa, o setor apresenta potencial de crescimento em função da demanda, da disponibilidade de áreas e das condições ambientais do cerrado.







