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Brasil e Japão discutem comércio de pescado e cultivo de algas durante missão

Agenda no país asiático reuniu discussões sobre comércio, aquicultura, carbono azul e tecnologia.

Por Arieny Alves
Publicado em 22/08/2026 às 16:40
Atualizado em 02/09/2026 às 08:46
Brasil e Japão discutem comércio de pescado e cultivo de algas durante missão

Imagem ilustrativa/Envato

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Representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participaram, entre os dias 17 e 22 de agosto, de uma série de reuniões e atividades entre O Brasil e Japão voltadas ao comércio de pescado, à aquicultura e à cooperação científica.

Durante a missão, o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, e o secretário Nacional da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Carlos de Mello, participaram da Japan International Seafood & Technology, feira que reúne empresas e compradores ligados à cadeia de pescado.

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O evento permitiu o contato com tecnologias utilizadas no processamento e na conservação dos produtos e com demandas do mercado japonês.

Missão entre Brasil e Japão

Aquicultura
Foto: Envato

As conversas também trataram da ampliação do comércio entre os dois países. Em reunião com o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão (MAFF), representantes brasileiros apresentaram produtos com potencial de exportação, entre eles tilápia, atum, lagosta, camarão, corvina, tambaqui e pargo.

Um dos pontos discutidos foi a existência de possíveis barreiras comerciais e as exigências relacionadas à qualidade, rastreabilidade e certificação dos produtos. Também foram avaliadas tecnologias empregadas no processamento e congelamento de pescado, incluindo sistemas de congelamento rápido e o método IQF, utilizado para congelar individualmente os produtos.

A algicultura, atividade que envolve o cultivo de macroalgas e microalgas, também esteve entre os principais assuntos da missão. O Brasil discutiu com o Ministério do Meio Ambiente do Japão (MOEJ) possibilidades de cooperação científica e tecnológica relacionadas ao uso desses organismos.

Entre as aplicações analisadas estão a produção de alimentos e bioinsumos, o desenvolvimento de suplementos para a alimentação de bovinos e a utilização de algas na agricultura. O cultivo também é estudado como alternativa de geração de renda para comunidades costeiras e como ferramenta associada à conservação de ambientes marinhos.

Na agenda, o MPA e a Rede Algicultura BR apresentaram o projeto “Blue Seaweed Carbon Brasil-Japão”, que prevê pesquisas sobre carbono azul, serviços ecossistêmicos e aproveitamento econômico das algas. A proposta inclui testes com macroalgas nativas no Nordeste, estudos sobre o potencial de captura de carbono e criação de métodos para monitorar e verificar os resultados.

  • Pecuária: Exportações de carne de frango crescem 29,9% em julho e receita sobe 34,3%

Mercado de Toyosu também fez parte da agenda

Pescados
Imagem ilustrativa/Envato

A programação incluiu ainda uma visita ao Mercado Metropolitano de Peixe de Toyosu, em Tóquio, um dos principais centros de comercialização de pescado do Japão. A delegação também se reuniu com representantes da Agência Nacional de Pescas do Japão e com o embaixador brasileiro em Tóquio.

As reuniões trataram de comércio, tecnologia, pesquisa e sustentabilidade nas atividades pesqueira e aquícola. Para o Brasil, as negociações também fazem parte da busca por novos mercados para o pescado nacional e por intercâmbio tecnológico com o setor japonês.

  • Economia: Produção industrial cai em junho, com retração nas máquinas agrícolas
Tags: aquiculturaComerciocultivo de algaspescados

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