O governo federal lançou nesta quarta-feira (1º) o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa que reúne diretrizes para ampliar o uso sustentável dos recursos naturais e incentivar novas atividades econômicas ligadas à biodiversidade.
O programa começa com aporte de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia e propõe ações voltadas para os próximos anos.
Uso sustentável dos recursos naturais

A proposta busca integrar políticas industriais, ambientais e tecnológicas, com o objetivo de aumentar a participação do país em cadeias globais relacionadas à bioeconomia. Entre os instrumentos previstos está a atração de investimentos e a ampliação de linhas de financiamento para projetos que envolvem inovação, turismo sustentável e uso de recursos naturais, especialmente na região amazônica.
Parte dos recursos anunciados será direcionada a iniciativas já estruturadas, como projetos de apoio a cooperativas, fortalecimento de cadeias produtivas e incentivo à pesquisa. A expectativa é beneficiar mais de 5 mil famílias e cerca de 60 cooperativas, além de instituições científicas e organizações ligadas à produção sustentável.
O plano também estabelece metas ligadas à diversificação da produção agrícola e ao aumento da produtividade com menor impacto ambiental. Entre elas, está a ampliação de áreas cultivadas com espécies não tradicionais e a recuperação de áreas degradadas, o que pode contribuir para elevar a oferta de biomassa e reduzir riscos associados às mudanças climáticas.
Setor energético

No setor energético, a proposta prevê expansão da produção de biocombustíveis ao longo da próxima década, com uso de matérias-primas provenientes de sistemas produtivos mais diversificados. A iniciativa inclui ainda estímulos ao desenvolvimento de bioprodutos, biomateriais e tecnologias de base biológica.
Outro ponto abordado é o acesso ao crédito, com previsão de ampliação de financiamentos voltados à agricultura familiar e a empreendimentos da sociobioeconomia. A medida busca incentivar a geração de renda em comunidades tradicionais e fortalecer atividades produtivas em diferentes regiões do país.
O plano reúne, pela primeira vez, diretrizes nacionais voltadas exclusivamente à bioeconomia, com foco em alinhar crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social.







