O sistema eletrônico de certificação fitossanitária utilizado nas exportações brasileiras de produtos vegetais ultrapassou a marca de 100 mil documentos emitidos, consolidando o avanço da digitalização no controle sanitário do comércio exterior do agronegócio.
Dados atualizados nessa terça-feira (19) apontam que o Certificado Fitossanitário Eletrônico (ePhyto) já foi utilizado em embarques destinados a 130 países, envolvendo mais de 31 mil empresas exportadoras.
Certificação fitossanitária

Ao todo, 311 tipos de produtos foram certificados por meio da plataforma, que também reúne operações realizadas em 201 recintos habilitados, entre portos e aeroportos.
O crescimento das emissões tem chamado atenção. Somente no primeiro trimestre de 2026, o volume de certificados emitidos aumentou 486% na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando maior adesão do setor ao modelo digital.
As frutas frescas lideram as operações certificadas, representando mais de 63% do total de documentos emitidos. Manga, mamão e melão aparecem entre os produtos com maior volume de exportações acompanhadas pelo sistema. Café, soja, melancia, algodão e uva também estão entre os itens mais certificados.
A Europa concentra a maior parte dos destinos das cargas brasileiras certificadas eletronicamente. Os Países Baixos lideram o ranking de emissões, seguidos por Espanha, Reino Unido, Portugal e China. Cerca de 67% dos certificados tiveram como destino países europeus.
Transporte marítimo

O transporte marítimo respondeu pela maior parte das operações, concentrando 67% das emissões. Já o modal aéreo representou pouco mais de 30% dos certificados, principalmente em produtos perecíveis e de maior valor agregado, como manga e mamão.
Março de 2026 registrou o maior volume mensal desde a implantação do sistema, com mais de 11 mil certificados emitidos. A média diária neste ano chegou a 329 emissões.
Entre os principais pontos de saída das mercadorias estão o Porto de Fortaleza, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o Porto de Natal e o Aeroporto Internacional do Galeão, que concentram parte relevante das operações de exportação acompanhadas pela certificação eletrônica.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a ampliação do sistema tem contribuído para tornar os processos mais rápidos e seguros nas exportações brasileiras.







