Os recursos destinados ao crédito para a cafeicultura brasileira na temporada 2026/2027 já têm divisão definida. Portaria publicada pelo Ministério da Agricultura no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21) oficializa a aplicação de R$ 7,368 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) em diferentes linhas de financiamento voltadas ao setor.
A área de comercialização ficará com a maior fatia do orçamento, somando R$ 2,713 bilhões. O objetivo é ampliar as condições de negociação da produção cafeeira ao longo da safra.
Crédito para a cafeicultura brasileira

Com base no Mapa, a outra parcela relevante será destinada à aquisição de café, linha que contará com R$ 1,708 bilhão para atender operações ligadas à sustentação do mercado.
Os financiamentos para custeio da produção terão R$ 1,616 bilhão disponíveis. Já as operações de capital de giro devem receber R$ 1,150 bilhão. Também foram reservados R$ 180 milhões para ações de recuperação de cafezais.
A distribuição dos valores foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda em março deste ano. Conforme a portaria, os recursos serão repassados às instituições financeiras credenciadas conforme regras que ainda serão detalhadas em ato específico.
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Projetos de pesquisa

Além do crédito rural, o Funcafé também mantém recursos destinados a projetos de pesquisa, treinamento de profissionais e iniciativas ligadas ao desenvolvimento da cafeicultura. Entre as ações apoiadas está o Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa.
Outro documento divulgado nesta quinta-feira trata da seleção de instituições financeiras interessadas em operar os recursos do fundo. O edital prevê que os bancos e cooperativas integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural poderão apresentar propostas entre os dias 1º e 15 de junho de 2026, por meio eletrônico.







