O México passou a reconhecer a regionalização sanitária brasileira para a doença de Newcastle, restringindo as importações de carne de aves apenas ao estado de Santa Catarina.
Com a decisão, as exportações dos demais estados brasileiros habilitados ficam preservadas, sem a necessidade de ampliar as restrições para todo o território nacional.
Importação de carne de aves

O reconhecimento foi resultado de negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do setor produtivo brasileiro, junto às autoridades mexicanas.
A regionalização permite que medidas comerciais adotadas diante de ocorrências sanitárias sejam limitadas às áreas afetadas, considerando a localização dos focos da doença. Dessa forma, regiões que não registraram ocorrências e cumprem as exigências sanitárias do mercado importador podem continuar comercializando seus produtos.
O Mapa também reforçou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continua seguro e não apresenta contraindicações aos consumidores.
Segundo o ministério, o governo brasileiro mantém contato com as autoridades sanitárias de outros países para apresentar informações técnicas sobre as ocorrências e as medidas de controle adotadas. A iniciativa busca ampliar o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro e avançar nas negociações para a retomada segura do comércio, respeitando as exigências de cada mercado.
Ocorrência sanitária

A importância da medida está em evitar que uma ocorrência sanitária localizada prejudique as exportações de todo o país. Com o reconhecimento da regionalização, o México mantém as restrições apenas a Santa Catarina e permite que os demais estados habilitados continuem exportando carne de aves.
Na prática, a decisão reduz possíveis prejuízos ao setor avícola brasileiro, preserva mercados compradores e dá mais segurança às negociações comerciais. Também reforça a confiança internacional no sistema de defesa sanitária do Brasil, ao demonstrar que o país consegue identificar, delimitar e controlar focos de doenças sem comprometer regiões que permanecem livres da ocorrência.







