A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros não atingirá os principais itens da pauta de exportação do setor pesqueiro nacional.
As medidas, que entram em vigor em 22 de julho, deixaram de fora espécies de maior relevância comercial, como tilápia, atuns, espadarte e lagosta congelada.
Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Entre os produtos isentos da nova cobrança estão a tilápia fresca ou refrigerada, a tilápia inteira congelada, o filé de tilápia fresco, diferentes espécies de atum, cavalinhas, espadarte, lagosta congelada e outros peixes congelados classificados em categorias específicas da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
Por outro lado, parte da cadeia produtiva continuará sujeita à tarifa adicional. Permanecem na lista de produtos taxados o filé de tilápia congelado, outros filés e carnes de peixes congelados, lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de farinhas de peixe e diferentes tipos de algas destinadas à alimentação.

De acordo com os dados do setor, os produtos que ficaram de fora da taxação responderam por 89,2% do valor das exportações brasileiras de pescado destinadas ao mercado norte-americano em 2025.
Em 2026, considerando os embarques realizados até junho, essa participação subiu para 93,6%, indicando que a maior parte das vendas ao país continuará sem a incidência da tarifa adicional.
Embora alguns segmentos permaneçam impactados pela medida, a exclusão dos principais produtos da pauta exportadora reduz os efeitos sobre o comércio brasileiro de pescados com os Estados Unidos, principal destino de parte da produção nacional.







