A produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho na comparação com maio, marcando o segundo resultado negativo consecutivo em 2026.
Apesar da queda mensal, o setor registrou alta de 1,7% frente a junho do ano passado, enquanto o acumulado do ano avançou 1,5%.
Produção industrial

Entre os segmentos ligados ao agronegócio, a indústria de alimentos teve retração de 1,9% na comparação mensal e de 5,8% em relação a junho de 2025 no grupo de bens intermediários, indicando redução na fabricação de insumos destinados à cadeia produtiva.
Outro destaque foi o desempenho da indústria de bens de capital para a agropecuária. A produção de máquinas e equipamentos agrícolas caiu 22,7% em relação a junho do ano passado, uma das maiores retrações entre os subsetores analisados pelo IBGE.
Por outro lado, a fabricação de alimentos e bebidas destinados ao consumo doméstico cresceu 3,2% na comparação anual. O avanço foi impulsionado pela maior produção de carnes bovina, suína e de aves, além de embutidos, sucos concentrados, café torrado e moído, refrigerantes, vinhos e água mineral.

No mesmo período, a produção de celulose, papel e derivados também apresentou crescimento, assim como os setores de bebidas e de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.
Os dados mostram que, embora alguns segmentos ligados ao campo tenham registrado desempenho positivo, a retração na fabricação de máquinas agrícolas e a queda da indústria alimentícia voltada à produção intermediária refletem um cenário de desaceleração em parte da cadeia industrial.







