A chegada de uma massa de ar frio ao centro-sul do país deve provocar queda acentuada nas temperaturas e favorecer a formação de geadas em diversas áreas nos próximos dias.
A condição climática mais intensa está prevista para esta terça-feira (12), especialmente nos estados da Região Sul.
Formação de geadas

Os maiores impactos devem ocorrer no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde há previsão de geadas fortes e amplas, principalmente em municípios localizados em áreas serranas e de maior altitude. Em cidades como Guarapuava, Palmas, Lages, São Joaquim, Urupema, Gramado e Vacaria, os termômetros podem registrar temperaturas abaixo de 0°C.
Também há previsão de geadas moderadas em pontos do sudoeste e sudeste do Paraná, do oeste catarinense e do norte gaúcho. Entre as áreas que podem ser afetadas estão municípios como Pato Branco, Chapecó, Erechim e Passo Fundo.
Já as geadas de menor intensidade devem atingir parte do Mato Grosso do Sul, áreas do oeste e leste paranaense, além de regiões do centro-sul e oeste do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, o fenômeno tende a ocorrer principalmente em baixadas e fundos de vale, locais onde o ar frio permanece concentrado por mais tempo.
Geadas isoladas

A previsão ainda aponta possibilidade de geadas isoladas em áreas de divisa entre São Paulo e Paraná, além de regiões serranas do sul de Minas Gerais e do estado do Rio de Janeiro. Municípios como Campos do Jordão, Maria da Fé e Monte Verde estão entre os que podem registrar o fenômeno.
Na quarta-feira (13), o frio continua atuando sobre parte da Região Sul, mantendo condições para geadas moderadas a fortes entre o centro-sul paranaense e as áreas centrais e serranas de Santa Catarina. Já no Rio Grande do Sul e em outras áreas catarinenses e paranaenses, a tendência é de geadas fracas e isoladas.
Além das previsões meteorológicas, o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) passou a disponibilizar, a partir desta segunda-feira (11), mapas com previsão de geadas para os próximos cinco dias. A ferramenta utiliza indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo, para avaliar possíveis impactos das condições climáticas sobre as culturas agrícolas.
Segundo o sistema, a previsão de geada é calculada com base na estimativa da temperatura mínima próxima ao solo, considerando fatores como temperatura média do ar, perda de calor durante a noite e influência dos ventos.







